Schaff's Dictionary of the Bible
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WREST'LNG. Ver Games. WRIT'ING é ou ideográfica ou fonética. Na escrita ideográfica os sinais usados representam as próprias ideias, seja pictorialmente por imitação direta do objeto, seja simbolicamente, como quando a figura de um olho é usada para transmitir a ideia de visão ou conhecimento, e a figura de um leão a ideia de coragem. Na escrita fonética os sinais representam simplesmente os sons que compõem uma palavra, às vezes englobando-os em sílabas inteiras, às vezes dissolvendo-os em letras isoladas. A escrita ideográfica — isto é, escritura por imagens ou hieróglifos — é uma arte de origem muito antiga e ainda é comum em muitas nações primitivas. Em sua forma menos elaborada encontra-se entre nossos aborígenes americanos, e foi o método comum usado pelos mexicanos, alguns dos quais preservaram antigas figuras desse tipo. Os exemplares mais numerosos e notáveis de escrita hieroglífica existem no Egito; foram procurados por viajantes e copiados em desenhos e gravuras, mas resistiram ao engenho e ao trabalho de muitas eras. Um distinto antiquário francês, Champollion, foi o primeiro a decifrar um grande número deles, e seus trabalhos lançaram grande luz sobre as Escrituras e vindicaram a história mosaica de uma multidão de objeções. Agora uma inscrição hieroglífica pode ser lida com tanta precisão quanto uma clássica. Como exemplo de um antigo método de escrita fonética mencionam‑se as inscrições cuneiformes encontradas em antigos monumentos assírios, babilônicos e persas. Os caracteres lembram muito cabeças de flecha, e a chave para decifrá‑los não foi encontrada até cerca de 1800–1815, por Grotefend. É evidente também que os judeus tiveram cedo a escrita fonética. Ao longo de toda a história mosaica livros e escritas são mencionados como de uso comum. Ex 17:14; 2 Sam 11:14; 1 Kgs 21:8-9, 1 Kgs 21:11; 2 Kgs 10:1, 2 Kgs 10:2, 2 Kgs 10:6-7. O alfabeto usado pelos judeus foi um desenvolvimento do alfabeto fenício, e sofreu várias mudanças ao longo do tempo. Os materiais usados na escrita eram tábuas de pedra, Ex 31:18; Ex 32:15-16, Ex 32:19; Deut 34:1, Ex 34:4, Ex 34:28-29, ou madeira de caixa e latão, ou gesso, Deut 27:2; Josh 8:32, ou pele, a qual era transformada no mais fino pergaminho ou vitela. Para materiais duros usava‑se um estilete de ferro ou ferramenta de gravador. Job 19:24; Ps 45:1; Isa 8:1; Jer 8:8; Ex 17:1, mas para pergaminho uma cana‑tinteiro e tinta. 2 Cor 3:3; 2 John 12; 3 John 13. O pergaminho não era cortado em folhas formando um livro, mas unido em longos rolos. Ver Pen. A prática de empregar um amanuense era muito mais comum em tempos antigos do que agora. Daí Paulo fornecer, como autenticação de suas cartas, algumas palavras escritas com a sua própria mão. 1 Cor 16:21; Col 4:18; 2 Thess 3:17. Esse fato também explica Rom 16:22. O tamanho da letra do apóstolo é indicado. Gal 6:11. A tinta dos antigos era feita de carvão pulverizado ou negro de uma presa queimada e água, com a adição de algum tipo de goma. A tinta do Oriente nos dias atuais é substancialmente mais espessa que a nossa, mas não é permanente; uma esponja molhada apaga até a escrita mais fina. O porta‑tinteiro era, e é, um longo tubo contendo as canas‑tinteiro, com uma pequena caixa pregada ao lado para conter a tinta. Tudo é enfiado no cinto. Ver Book.