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Verbete bíblico

Vulgata

a versão latina da Bíblia. A influência que exerceu sobre o cristianismo ocidental é talvez pouco inferior àquela da LXX sobre as igrejas gregas. Tanto a versão grega como a Vulgata latina têm estado por muito tempo negligenciadas; no entanto, a Vulgata deve i…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Smith's Bible Dictionary

Smith's Bible Dictionary

a versão latina da Bíblia. A influência que exerceu sobre o cristianismo ocidental é talvez pouco inferior àquela da LXX sobre as igrejas gregas. Tanto a versão grega como a Vulgata latina têm estado por muito tempo negligenciadas; no entanto, a Vulgata deve interessar profundamente todas as igrejas ocidentais: por muitos séculos foi a única Bíblia geralmente usada; e, direta ou indiretamente, é a verdadeira progenitora de todas as versões vernáculas da Europa ocidental. A versão gótica de Ulfilas é a única independente dela. O nome equivale a Vulgata editio (o texto corrente das Sagradas Escrituras). Esta tradução foi feita por Jerônimo — Eusebius Hieronymus — que nasceu em 329 d.C. em Stridon, na Dalmácia, e morreu em Belém em 420 d.C. Este grande erudito possuía, provavelmente sozinho, por cerca de 1 500 anos, as qualificações necessárias para produzir uma versão original das Escrituras para uso das igrejas latinas. Indo a Roma, foi solicitado pelo Papa Dâmaso, em 383 d.C., a fazer uma revisão da antiga versão latina do Novo Testamento, cuja história se perde na obscuridade. Na meia‑idade, Jerônimo começou o estudo do hebraico e fez uma nova versão do Antigo Testamento a partir do hebraico original, que foi concluída em 404 d.C. Os trabalhos críticos de Jerônimo foram recebidos com grande clamor de reprovação. Ele foi acusado de perturbar o repouso da Igreja e abalar os fundamentos da fé. Mas o clamor baseado na ignorância logo desvanece; e a nova tradução entrou gradualmente em uso, ao lado da antiga, e acabou por supri‑la. O vasto poder que a Vulgata exerceu na determinação dos termos teológicos da Cristandade ocidental dificilmente pode ser sobrestimado. Grande parte da terminologia doutrinária corrente baseia‑se na Vulgata. Predestinação, justificação, supererogação, santificação, salvação, mediação, regeneração, revelação, visitação (met.), propiciação surgem pela primeira vez na Vulgata antiga. Graça, redenção, eleição, reconciliação, satisfação, inspiração, Escritura foram ali consagrados a um uso novo e santo. Sacramento e comunhão vêm da mesma fonte; e embora batismo seja grego, nos chegou pelo latim. Seria fácil estender a lista adicionando ordens, penitência, congregação, sacerdote; mas já se vê, pelos exemplos apresentados, que a Vulgata deixou sua marca tanto em nossa língua quanto em nosso modo de pensar. Foi a versão conhecida por aqueles que transmitiram aos reformadores os ricos depósitos da sabedoria medieval; a versão com a qual os maiores reformadores estavam mais familiarizados e da qual obtiveram seus primeiros conhecimentos da verdade divina.

Fontes

  • Smith's Bible Dictionary (1863)

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