Easton's Bible Dictionary
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Uma tradução das Sagradas Escrituras. Esta palavra não se encontra na Bíblia; no entanto, como são feitas frequentes referências neste trabalho a várias versões antigas e modernas, é oportuno apresentar um breve relato das mais importantes. Essas versões são importantes auxiliares para a correta interpretação da Palavra. (Ver PENTATEUCO SAMARITANO.) 1. Os Targuns. Após o retorno do Cativeiro, os judeus, já não familiarizados com o hebraico antigo, exigiram que suas Escrituras fossem traduzidas para a língua caldaica ou aramaica e explicadas. Essas traduções e paráfrases foram inicialmente orais, mas depois foram reduzidas a escrito, e assim chegaram até nós os targuns, isto é, “versões” ou “traduções”. Os principais são: (1) O Targum de Onquelo (Onkelos), i.e., o targum de Akelas = Aquila, um targum assim chamado para lhe dar maior popularidade comparando‑o com a tradução grega de Aquila mencionada abaixo. Este targum originou‑se por volta do século II d.C. (2) O targum de Jonathan ben Uzziel vem em seguida ao de Onquelo em antiguidade e valor. É, porém, mais uma paráfrase sobre os Profetas do que uma tradução. Ambos saíram da escola judaica que então florescia na Babilônia. 2. As versões gregas. (1) A mais antiga é a Septuaginta, geralmente citada como LXX. A origem desta versão, a mais importante de todas, está envolta em obscuridade. Seu nome deriva da noção popular de que setenta e dois tradutores foram empregados por ordem de Ptolomeu Filadelfo, rei do Egito, e que a obra foi concluída em setenta e dois dias, para uso dos judeus residentes naquele país. Não há respaldo histórico para essa noção. É, porém, fato estabelecido que essa versão foi feita em Alexandria; que se iniciou por volta de 280 a.C. e terminou por volta de 200 ou 150 a.C.; que foi obra de um número de tradutores que diferiam grandemente em seu conhecimento do hebraico e do grego; e que, desde os tempos mais antigos, tem sido chamada de “A Septuaginta”, i.e., Os Setenta. “Esta versão, com todos os seus defeitos, deve ser de máximo interesse: (a) por preservar testemunho para o texto muito mais antigo do que os manuscritos hebraicos mais antigos; (b) por ser o meio pelo qual a língua grega foi casada ao pensamento hebraico; (c) por ser a fonte da grande maioria das citações do Antigo Testamento por autores do Novo Testamento.” (2) Os manuscritos do Novo Testamento dividem‑se em duas categorias: Unciais, escritos em maiúsculas gregas, sem distinção entre as palavras e com pouca divisão entre as linhas; e Cursivos, em letras gregas minúsculas, com divisão de palavras e linhas. A mudança entre os dois tipos ocorreu por volta do século X. Apenas cinco manuscritos do Novo Testamento aproximando‑se da completude são mais antigos do que essa data de divisão. O primeiro, numerado A, é o manuscrito alexandrino. Embora trazido a este país por Cirilo Lucar, patriarca de Constantinopla, como presente a Carlos I, acredita‑se que foi escrito não naquela capital, mas em Alexandria; daí seu título. Hoje data‑se no século V d.C. O segundo, conhecido como B, é o manuscrito Vaticano. (Ver VATICANUS.) O terceiro, C, ou manuscrito de Efrém, recebeu tal nome porque foi escrito sobre escritos de Efrém, um autor teológico sírio, prática comum quando os materiais de escrita eram escassos e caros. Acredita‑se que pertence ao século V, talvez a período ligeiramente anterior ao do manuscrito A. O quarto, D, ou manuscrito de Beza, assim chamado porque pertenceu ao reformador Beza, que o encontrou no mosteiro de S. Irineu, em Lyons, em 1562 d.C. É imperfeito e data do século VI. O quinto (chamado Aleph) é o manuscrito sinaitico. (Ver SINAITICUS.) 3. As versões siríacas. (Ver SÍRIACAS.) 4. As versões latinas. Uma versão latina das Escrituras, chamada “Antiga Latina”, originou‑se no Norte da África e era de uso comum na época de Tertuliano (c. 150 d.C.). Parece ter havido várias cópias ou recensões dessa versão. A feita na Itália, chamada Itala, foi considerada a mais exata. Essa tradução do Antigo Testamento parece ter sido feita não do hebraico original, mas da LXX. Essa versão ficou muito corrompida por repetidas transcrições, e para remediar o mal Jerônimo (329-420 d.C.) foi solicitado por Dâmaso, bispo de Roma, a empreender uma revisão completa. Encontrou oposição inicialmente, mas foi por fim, no século VII, reconhecida como a versão “Vulgata”. Apareceu impressa desde cerca de 1455 d.C., o primeiro livro a sair da prensa. O Concílio de Trento (1546) declarou‑a “autêntica”. Posteriormente sofreu várias revisões, mas a executada (1592) sob a sanção do Papa Clemente VIII foi adotada como a...