Smith's Bible Dictionary
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Eram coisas asfixiadas, ou mortas por si mesmas ou por animais, ou por aves de rapina; todo animal que não tinha, simultaneamente, o casco fendendo-se e a ruminação; e certos outros animais menores qualificados como “repteis”; certas classes de aves mencionadas em Levítico 11 e Deuteronômio 14 — vinte ou vinte e uma ao todo; tudo o que nas águas não tivesse ao mesmo tempo barbatanas e escamas; todo inseto alado que não tivesse além de quatro patas as duas posteriores para saltar; além das coisas oferecidas em sacrifício a ídolos; e todo sangue ou tudo o que o contivesse (salvo talvez o sangue do peixe, como pareceria daí que só o sangue de animal terrestre e de ave fosse proibido,) (Levítico 7:26) e, portanto, a carne cortada de um animal vivo; assim como toda gordura, em qualquer caso aquela disposta em massas entre as entranhas, e provavelmente onde quer que fosse discernível e separável da carne. (Levítico 3:14-17; 7:23) A ingestão de sangue foi proibida até mesmo ao “estrangeiro que peregrina entre vós.” (Levítico 17:10; 12:14) Quanto ao sangue, a proibição, de fato, remonta à declaração feita a Noé contra “a carne com a sua vida, isto é, o seu sangue” em (Gênesis 9:4), a qual talvez tenha sido mantida por Moisés como vinculante para todos os descendentes de Noé. É notável que o efeito prático da regra estabelecida é excluir todos os carnívoros entre os quadrúpedes e, tanto quanto podemos interpretar a nomenclatura, os raptores entre as aves. Provavelmente foram excluídos por não rejeitarem carcaças humanas e por, na maioria dos países orientais, atuarem como servidores do campo de batalha e da forca. Entre os peixes, os permitidos incluem, sem dúvida, as variedades mais salutares, salvo pela exclusão do ostra. Na prática, a lei deixou entre as carnes permitidas uma ampla variedade. Como os orientais têm mentes sensíveis ao ensino por tipos, não há dúvida de que tais distinções cerimoniais não só tenderam a manter judeu e gentio apartados (e assim impedir que os judeus se contaminassem com a idolatria dos gentios), mas foram um lembrete perpétuo ao primeiro de que ele e o segundo não estavam ao mesmo nível perante Deus. Daí, quando essa cerimônia foi alterada, vemos que esse foi justamente o símbolo escolhido para instruir São Pedro na verdade de que Deus não era um “respeitador de pessoas.” Resta mencionar o aspecto sanitário do caso. Diz-se que os suínos são particularmente propensos a enfermidades em seus próprios corpos. Isso provavelmente significa que são mais facilmente levados do que outras criaturas à alimentação imunda que as produz. Quanto aos animais permitidos para alimentação, comparando-os com os proibidos, não há dúvida de em qual lado pesa mais a balança da salubridade.