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ESTRELA DOS MAGOS

ESTRELA DOS MAGOS. Matt 2:1-21. Há duas teorias quanto a esse episódio da infância de nosso Senhor. A primeira teoria sustenta que a estrela vista pelos magos foi uma estrela miraculosamente além do cálculo astronômico, provavelmente um meteoro, que, tendo atr…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Hastings Dictionary of the Bible

Hastings Dictionary of the Bible

ESTRELA DOS MAGOS. Matt 2:1-21. Há duas teorias quanto a esse episódio da infância de nosso Senhor. A primeira teoria sustenta que a estrela vista pelos magos foi uma estrela miraculosamente além do cálculo astronômico, provavelmente um meteoro, que, tendo atraído sua atenção em sua terra natal, serviu de guia até a Palestina e “pôs‑se sobre o lugar onde estava o menino”. Matt 2:9. Essa teoria encaixa‑se inteiramente com o sentido literal do texto e é a que naturalmente ocorre ao leitor comum. A segunda teoria afirma que a “estrela” dos magos foi uma conjunção de Júpiter e Saturno, no signo de Peixes, com posterior acréscimo de Marte e provavelmente uma estrela extraordinariamente brilhante. Astrólogos judaicos atribuíam a essa conjunção significado especial, ligando‑a ao nascimento de Moisés e à vinda do Messias. Essa teoria apoia‑se em provas astronômicas e foi sugerida por Kepler (1571–1630), eminente e devoto astrônomo, que em 10 out. 1604 observou uma estrela de brilho invulgar entrar na conjunção de Júpiter, Saturno e Marte. Por cálculos precisos, descobriu que conjunção semelhante ocorrera três vezes em 7 ou 6 a.C., o que situa a primeira aparição da estrela um ou dois anos antes do nascimento de Cristo e permite tempo para a jornada dos magos desde o Extremo Oriente. O cálculo de Kepler foi verificado por astrônomos modernos — Schubert em Petersburgo, Ideler e Encke em Berlim, e Pritchard em Greenwich — e é considerado “tão certo como qualquer fenômeno celestial de data antiga”. Isso constitui uma notável verificação das Escrituras vinda de uma fonte inesperada. “A estrela da astrologia tornou‑se uma tocha da cronologia”, como diz Ideler. Os magos, com suas ideias astrológicas e amplas expectativas messiânicas, certamente teriam sido fortemente atraídos por tal constelação. A Providência divina geralmente age por meios naturais e adapta a revelação à capacidade — e até às fraquezas — do homem. Mas, se aceitarmos essa segunda teoria, é preciso dar à descrição de Mateus uma construção liberal, lembrando que a Bíblia, ao aludir a fenômenos astronômicos, usa linguagem popular, não científica, derivada de sua aparência a nossos olhos, assim como hoje falamos do nascer e pôr do sol, da lua e das estrelas.

Schaff's Dictionary of the Bible

Schaff's Dictionary of the Bible

ESTRELA DOS MAGOS. Matt 2:1‑21. Existem duas teorias a respeito desse episódio na infância de nosso Senhor. A primeira teoria afirma que a estrela que os magos viram foi uma estrela milagrosa além de qualquer cálculo astronômico, provavelmente um meteoro, e, tendo atraído sua atenção em sua pátria, serviu efetivamente de guia para a Palestina e “parou sobre o lugar onde estava o menino.” Matt 2:9. Essa teoria está inteiramente de acordo com o sentido literal do texto, e é a primeira que naturalmente ocorre ao leitor comum. Nem é preciso haver objeção por improbabilidade. O nascimento de nosso Senhor foi um acontecimento de magnitude extraordinária. Em sua honra o exército angelical se revelou abertamente, e muitas circunstâncias conspiraram notavelmente para torná‑lo possível. Que os céus se pusessem a contribuir e que um dos corpos celestes fosse o líder silencioso designado dos magos, cujo vir seria sinal da reunião da sabedoria e do tesouro dos gentios, era por si só um evento provável. A terra sentiu o passo de seus pés abençoados; por que o céu não emprestaria uma de suas joias para iluminar o caminho de seus buscadores? A segunda teoria sustenta que a “estrela” dos magos foi uma conjunção de Júpiter e Saturno, no sinal de Peixes, com a posterior adição de Marte e provavelmente uma estrela extraordinária de brilho incomum. Astrólogos judeus atribuíam a essa conjunção um significado especial, e a conectavam com o nascimento de Moisés e com a vinda do Messias. Essa teoria apoia‑se em prova astronômica, e foi a sugestão de Kepler (1571–1630), o eminente e devoto astrônomo, que em 10 de outubro de 1604 observou uma estrela de brilho incomum entrar na conjunção de Júpiter, Saturno e Marte. Isso despertou seu interesse, pois parecia dar uma explicação para a estrela dos magos. Por cálculo cuidadoso, descobriu que uma conjunção semelhante ocorrera três vezes em 7 ou 6 a.C. Isso coloca a primeira aparição da estrela um ou dois anos antes do nascimento de Cristo, e permite tempo para a jornada dos magos desde o Extremo Oriente. O cálculo de Kepler foi verificado por astrônomos modernos — Schubert em Petersburgo, Ideler e Encke em Berlim, e Pritchard em Greenwich — e é considerado “tão certo quanto qualquer fenômeno celestial de data antiga.” Esta é uma verificação notável das Escrituras vinda de um campo inesperado. “A estrela da astrologia tornou‑se uma tocha da cronologia”, como diz Ideler. Os magos, com suas ideias astrológicas e suas amplas expectativas messiânicas, certamente teriam sido fortemente atraídos por tal constelação. A Providência Divina geralmente age por meio de agências naturais e adapta a revelação à capacidade, e até à fraqueza, dos homens. Mas, se aceitarmos essa teoria, é necessário dar à descrição de Mateus uma construção liberal, lembrando que a Bíblia, ao aludir a fenômenos astronômicos, usa linguagem popular e não científica, derivada de sua aparência ao nosso olhar, assim como ainda hoje falamos do nascer e do pôr do sol, da lua e das estrelas.

Smith's Bible Dictionary

Smith's Bible Dictionary

[Magos]

Fontes

  • Hastings Dictionary of the Bible (1898)
  • Schaff's Dictionary of the Bible (1880)
  • Smith's Bible Dictionary (1863)

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