Bíblia Vida
Entrar

Verbete bíblico

CANTIGAS DE SALOMÃO

CANTIGAS DE SALOMÃO. O livro intitula‑se “Cântico dos Cânticos” — isto é, o mais belo dos cânticos — também, pelo latim, “Canticles” (Cânticos). Sempre fez parte do cânon e tem sido mantido em alta estima. Os rabinos têm um ditado: “Os Provérbios são o átrio e…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Hastings Dictionary of the Bible

Hastings Dictionary of the Bible

CANTIGAS DE SALOMÃO. O livro intitula‑se “Cântico dos Cânticos” — isto é, o mais belo dos cânticos — também, pelo latim, “Canticles” (Cânticos). Sempre fez parte do cânon e tem sido mantido em alta estima. Os rabinos têm um ditado: “Os Provérbios são o átrio exterior do templo de Salomão; o Eclesiastes, o lugar santo; o Cântico dos Cânticos, o santo dos santos.” Há muitas teorias quanto à sua autoria, ao seu objetivo e ao seu caráter próprio. Há três interpretações principais, cada uma com variações. A literal — Foi escrito por Salomão por ocasião de seu casamento, seja com a filha do faraó, seja com uma bela pastora. Seus diálogos e monólogos introduzem estas personagens: um amante, Shelomoh (Salomão); uma noiva, a sulamita (talvez Abisague, a sulamita); as piscinas de Salomão; e um coro de virgens, filhas de Jerusalém. A típica — Foi escrito para expor o ideal hebraico do puro amor conjugal, e, ao longo de todo o livro, expressa tipicamente o amor de Cristo por sua Igreja. Esta interpretação se recomenda pelo fato de que o A.T. frequentemente representa a união de Jeová com seu povo como uma relação conjugal, e pelo fato de que Paulo fala do marido e da mulher como reflexo da união sagrada de Cristo com sua Igreja, que é sua Noiva. Eph 5:33. A alegórica — Não é de modo algum histórica. As pessoas e objetos descritos são meras figuras ou nomes para pessoas e objetos espirituais, que são os únicos contemplados pelo escritor inspirado. Assim, o Cântico seria uma descrição do amor de Jeová por Israel, ou de Cristo por sua Igreja. Esta é a visão defendida por comentadores judaicos e pela maioria dos comentadores cristãos ortodoxos. Assim interpretado, o livro ocupou lugar no coração da cristandade. O uso geral dos Cânticos tem sido dificultado por suas supostas indecências, mas estas podem ser facilmente explicadas e removidas por um entendimento mais amplo dos costumes orientais e por uma tradução mais correta. Nossa versão atual as aumenta desnecessariamente, enquanto pudor e costume as encontram onde não existem. Uma tradução revista e uma mentalidade mais saudável as baniriam completamente. Por exemplo, em Song 5:14 a referência é ao corpo vestido, e não ao corpo nu; pois as “safiras” são uma figura do traje de azul safira, ou do cinto de tais gemas que o prendia, e em Am 5:15 a menção de pernas é inofensiva. Dr. Kitto nos lembra apropriadamente que as mulheres orientais mantêm o rosto coberto, mas são “perfeitamente indiferentes” à exibição do seio. Assim, enquanto as partes habitualmente descobertas entre nós são assunto livre de descrição, não é vergonha para elas tratar da beleza da parte que entre elas fica habitualmente descoberta.

Schaff's Dictionary of the Bible

Schaff's Dictionary of the Bible

CÂNTICO DOS CÂNTICOS. O livro intitula‑se “Cântico dos cânticos” — isto é, o mais belo dos cânticos — também, pelo latino, “Cânticos” (Canticles). Sempre fez parte do cânon e foi estimado em alta consideração. Os rabinos têm um ditado: “Os Provérbios são o átrio exterior do templo de Salomão; Eclesiastes, o lugar santo; Cânticos, o santo dos santos.” Há muitas teorias quanto à sua autoria, ao seu objetivo e ao seu caráter próprio. Há três interpretações principais, cada uma manifestando‑se em diferentes formas. O Típico — Foi escrito para expor o ideal hebraico do puro amor conjugal, e ao longo do texto exprime tipicamente o amor de Cristo pela sua Igreja. Essa interpretação recomenda‑se pelo fato de que o Antigo Testamento frequentemente representa a união de Jeová com o seu povo como uma relação de casamento, e pelo fato adicional de que São Paulo fala de marido e mulher como reflexo da união sagrada de Cristo e de sua Igreja, a qual é sua Noiva. Eph 5:33. O Alegórico — Não é de modo algum histórico. As pessoas e os objetos descritos são meras figuras ou nomes para pessoas e objetos espirituais, que são os únicos contemplados pelo escritor inspirado. O Cântico é assim uma descrição do amor de Jeová por Israel, ou de Cristo por sua Igreja. Esta é a visão defendida pelos comentaristas judeus e pela maioria dos comentaristas cristãos ortodoxos. Assim interpretado, o livro ocupou lugar no coração da cristandade. O uso geral dos Cânticos tem sido impedido por suas supostas indelicadezas, mas estas podem ser facilmente explicadas e afastadas por um entendimento mais amplo dos costumes orientais e por uma tradução mais correta. Nossa versão presente aumenta desnecessariamente seu número, enquanto pudor e costume os encontram onde não existem. Uma tradução revista e uma mentalidade mais saudável os baniriam inteiramente. Por exemplo, em Song 5:14 a referência é ao corpo vestido, e não ao corpo nu; pois as “safiras” são figura do vestido de azul‑safira, ou do cinto de tais gemas que o prende, e em Am 5:15 a menção das pernas é inócua. O Dr. Kitto observa apropriadamente que as mulheres orientais mantêm o rosto coberto, mas são “perfeitamente indiferentes” à exibição dos seios. Assim, como as partes que habitualmente ficam descobertas entre nós são assunto livre de descrição, não há vergonha em que se fale da beleza da parte que entre elas fica habitualmente descoberta.

Fontes

  • Hastings Dictionary of the Bible (1898)
  • Schaff's Dictionary of the Bible (1880)

Conteúdo histórico de domínio público, disponibilizado conforme a licença e a atribuição do dataset utilizado.