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Verbete bíblico

Sacrifício

A oferta de sacrifícios deve ser considerada uma instituição divina. Não se originou no homem. O próprio Deus a designou como modo em que a adoração aceitável seria oferecida a ele pelo homem culpado. A linguagem e a ideia de sacrifício permeiam toda a Bíblia.…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Easton's Bible Dictionary

Easton's Bible Dictionary

A oferta de sacrifícios deve ser considerada uma instituição divina. Não se originou no homem. O próprio Deus a designou como modo em que a adoração aceitável seria oferecida a ele pelo homem culpado. A linguagem e a ideia de sacrifício permeiam toda a Bíblia. Sacrifícios foram oferecidos na era antediluviana. O Senhor vestiu Adão e Eva com peles de animais, que, muito provavelmente, haviam sido oferecidas em sacrifício (Gênesis 3:21). Abel ofereceu um sacrifício “dos primogênitos de seu rebanho” (4:4; Hebreus 11:4). Fez‑se também distinção entre animais puros e impuros, o que há toda razão para crer referia‑se à oferta de sacrifícios (Gênesis 7:2, 8), pois animais não foram dados ao homem como alimento até depois do Dilúvio. A mesma prática continua por toda a era patriarcal (Gênesis 8:20; 12:7; 13:4, 18; 15:9-11; 22:1-18, etc.). No período mosaico da história do Antigo Testamento foram prescritas por Deus leis definidas quanto aos diferentes tipos de sacrifícios a serem oferecidos e à maneira de oferecê‑los. A oferta de sacrifícios fixos tornou‑se de fato uma característica proeminente e distintiva de todo o período (Êxodo 12:3-27; Levítico 23:5-8; Números 9:2-14). (Ver ALTAR.) Aprendemos pela Epístola aos Hebreus que os sacrifícios em si não tinham valor ou eficácia. Eram apenas a “sombra das coisas boas que hão de vir”, e apontavam os adoradores para a vinda do grande Sumo Sacerdote que, na plenitude dos tempos, “foi oferecido uma vez por todas para levar os pecados de muitos”. Os sacrifícios pertenciam a uma economia temporária, a um sistema de tipos e emblemas que serviram a seus propósitos e agora passaram. “O sacrifício uma vez oferecido para os pecados” aperfeiçoou para sempre os santificados. Os sacrifícios eram de duas espécies: 1. Não sangrentos, tais como (1) primícias e dízimos; (2) ofertas de comida e bebida; e (3) incenso. 2. Sangrentos, tais como (1) holocaustos; (2) ofertas de paz; e (3) ofertas pelo pecado e pela culpa. (Ver OFERENDAS.)

Hastings Dictionary of the Bible

Hastings Dictionary of the Bible

SACRIFICE. Gen 31:54. Sacrifícios existiram desde os primeiros períodos do mundo e entre todas as nações. A universalidade dos ritos sacrificiais é um forte argumento a favor de sua naturalidade; atendem à necessidade do pecador de encontrar algum meio de apaziguar a divindade ofendida. Mas os cristãos não têm necessidade deles, precisamente por causa do Sacrifício perfeito e único oferecido na cruz. Ver Ofertas.

Schaff's Dictionary of the Bible

Schaff's Dictionary of the Bible

SACRIFICE. Gênesis 31:54. Os sacrifícios eram usados desde os períodos mais antigos do mundo e entre todas as nações. A universalidade dos ritos sacrificiais é um argumento poderoso em favor de sua naturalidade; eles atendem à necessidade do pecador de alguma forma de apaziguar a divindade ofendida. Mas os cristãos não precisam deles, simplesmente por causa do único Sacrifício perfeito oferecido uma vez na cruz. Ver Ofertas.

Smith's Bible Dictionary

Smith's Bible Dictionary

As características peculiares de cada tipo de sacrifício são tratadas sob os seus respectivos títulos. I. (A) ORIGEM DO SACRIFÍCIO.—A prevalência universal do sacrifício mostra que ele foi primevo e profundamente enraizado nos instintos da humanidade. Se foi primeiro ordenado por um comando externo, ou se se baseou naquele senso de pecado e de comunhão perdida com Deus que está impresso pela sua mão no coração do homem, é uma questão histórica que não se pode determinar. (B) HISTÓRIA ANTE-MOSAICA DO SACRIFÍCIO.—Ao examinar os diversos sacrifícios registrados nas Escrituras antes do estabelecimento da lei, constatamos que as palavras que denotam especialmente o sacrifício expiatório não lhes são aplicadas. Esse fato não mostra de forma alguma que não fossem realmente expiatórios, mas justificava a inferência de que essa ideia não era então a predominante na doutrina do sacrifício. Os sacrifícios de Caim e Abel são chamados minehah, e parecem ter sido eucarísticos. O de Noé (Gênesis 8:20) e o de Jacó em Mizpá foram na instituição de uma aliança; e podem ser chamados federativos. Nos holocaustos de Jó por seus filhos (Jó 1:5) e por seus três amigos (Jó 42:8) encontramos pela primeira vez a expressão do desejo de expiação pelo pecado. O mesmo ocorre nas palavras de Moisés a Faraó (Êxodo 10:26). Aqui a ideia principal é pelo menos de deprecação. (C) OS SACRIFÍCIOS DO PERÍODO MOSAICO.—Estes são inaugurados pela oferta da Páscoa e pelo sacrifício de... (Êxodo 24:1) A Páscoa, de fato, é única em seu caráter, mas fica claro que nela a ideia de salvação da morte por meio do sacrifício é apresentada com uma nitidez antes desconhecida. A lei de Levítico agora expõe distintamente as várias formas de sacrifício: (a) O holocausto: auto‑dedicatório. (b) A oferta de cereais (não sangrenta): eucarística. (c) A oferta pelo pecado; a oferta pelo delito: expiatórias. A estes pode‑se acrescentar, (d) O incenso oferecido após o sacrifício no lugar santo e (no Dia da Expiação) no Santo dos Santos, símbolo da intercessão do sacerdote (como tipo do grande Sumo Sacerdote) acompanhando e tornando eficaz a oração do povo. Na consagração de Arão e de seus filhos (Levítico 8:1...) encontramos estas ofertas na ordem que daí em diante passou a ser a ordenada. Primeiro vinha a oferta pelo pecado, para preparar o acesso a Deus; em seguida o holocausto, para marcar sua dedicação ao serviço divino; e, por último, a oferta de cereais de ação de graças. Doravante o sistema sacrificial ficou fixo em todas as suas partes até que viesse aquele a quem tipificava. (D) SACRIFÍCIOS PÓS‑MOSAICOS.—Não será necessário perseguir, em detalhe, a história do sacrifício pós‑mosaico, pois seus princípios principais estavam agora fixos para sempre. Os sacrifícios regulares no serviço do templo eram— (a) Holocaustos. 1, Os holocaustos diários (Êxodo 29:38‑42) 2, Os holocaustos duplos no sábado (Números 28:9,10) 3, Os holocaustos nas grandes festas (Números 26:11; 29:39). (b) Ofertas de cereais. 1, As ofertas diárias de cereais que acompanhavam os holocaustos diários (Êxodo 29:40,41) 2, Os pães da proposição, renovados todo sábado (Levítico 24:6,9) 3, As ofertas especiais de cereais no sábado e nas grandes festas (Números 28:1; 29:1) ... 4, As primícias, na Páscoa (Levítico 23:10‑14), em Pentecostes (Levítico 23:17‑20), as primícias da massa e da eira na época da colheita (Números 15:20,21; 26:1‑11). (c) Ofertas pelo pecado. 1, Oferta pelo pecado a cada lua nova (Números 28:15) 2, Ofertas pelo pecado na Páscoa, Pentecostes, Festa das Trombetas e dos Tabernáculos (Números 28:22,30; 29:5,16,19,22,25,28,31,34,38) 3, A oferta dos dois bodes pelo povo e do novilho pelo sacerdote em si mesmo, no Grande Dia da Expiação (Levítico 16:1) ... (d) Incenso. 1, O incenso da manhã e da tarde (Êxodo 30:7,8) 2, O incenso no Grande Dia da Expiação (Levítico 16:12). Além destes sacrifícios públicos, havia ofertas do povo por si mesmos individualmente. II. Pela ordem do sacrifício em sua forma perfeita, como em (Levítico 8:1...), é claro que a oferta pelo pecado ocupa o lugar mais importante; o holocausto vem em seguida, e a oferta de cereais ou oferta de paz vem por último. A segunda só podia ser oferecida depois que a primeira tivesse sido aceita; a terceira era apenas uma parte subsidiária da segunda. Ainda assim, na ordem real do tempo viu‑se que os sacrifícios patriarcais participaram muito mais da natureza da oferta de paz e do holocausto, e que sob a lei, pela qual se tinha “o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20), a oferta pelo pecado foi pela primeira vez explicitamente apresentada. É natural que as ideias mais profundas sejam as últimas em ordem de desenvolvimento. A diferença essencial entre as visões pagãs do sacrifício e a doutrina bíblica do Antigo Testamento não se encontra na negação de qualquer uma dessas visões. De fato, ela evidencia clara e distintamente as ideias que nos pagãos...

Fontes

  • Easton's Bible Dictionary (1897)
  • Hastings Dictionary of the Bible (1898)
  • Schaff's Dictionary of the Bible (1880)
  • Smith's Bible Dictionary (1863)

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