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Verbete bíblico

APOCALIPSE DE SÃO JOÃO

APOCALIPSE DE S. JOÃO. Conteúdo. — Este é o último e mais misterioso livro da Bíblia. É o selo divino de todo o conjunto. É para o N. T. o que Daniel é para o O. T. Reúne todas as profecias anteriores e estende‑as até o futuro mais remoto. Representa a Igreja…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Hastings Dictionary of the Bible

Hastings Dictionary of the Bible

APOCALIPSE DE S. JOÃO. Conteúdo. — Este é o último e mais misterioso livro da Bíblia. É o selo divino de todo o conjunto. É para o N. T. o que Daniel é para o O. T. Reúne todas as profecias anteriores e estende‑as até o futuro mais remoto. Representa a Igreja em conflito com os grandes poderes seculares, desenrolando um sublime panorama da marcha vitoriosa de Cristo através da história do mundo até a aparição do novo céu e da nova terra, quando o fim da criação e da redenção será plenamente realizado. O tema é a promessa divina “Eu venho sem demora”, com a correspondente oração humana: “Ora vem, Senhor Jesus”. Dá a garantia de que o Senhor tem vindo em todo grande acontecimento e governa todas as coisas para a Sua glória e o triunfo final do Seu reino. Caráter e objetivo. — O começo e o fim do Apocalipse são claros e radiantes como a luz do dia, mas o meio é escuro e misterioso como a meia‑noite, porém com estrelas e a lua cheia a brilhar no firmamento. O livro lembra o claro‑escuro dos grandes pintores, um manto de negro riquíssimo bordado com joias brilhantes. As epístolas às sete igrejas, capítulos 1‑3, a descrição da Jerusalém celeste, cap. 20, 21, e os hinos líricos e doxologias intercalados, Rev 4:11; Rev 5:12‑14, etc., são tão sublimes, inspiradores, belos e familiares quanto qualquer porção das Escrituras. Elas são suficientes para provar a inspiração divina do conjunto. Mas a maior parte do livro está cheia de enigmas que não serão satisfatoriamente resolvidos antes do milênio. À luz do cumprimento entender‑se‑á este panorama profético da história da Igreja, mas não antes. Mesmo assim, o Apocalipse atende a um propósito prático importante, assim como as profecias do O. T., não obstante suas obscuridades e as várias interpretações conflitantes, serviram aos judeus antes da primeira vinda de Cristo como maná no deserto e luz na escuridão. A história da exegese mostra que a situação da Igreja influenciou materialmente a interpretação e aplicação deste maravilhoso livro, e que ele é, em toda era da Igreja — especialmente em períodos de perseguição — um livro de esperança e consolo para os que esperam a vinda do nosso bendito Senhor. Autoria. — A tradição eclesiástica (Papias, Justino Mártir, Melito de Sardes, Ireneu, Tertuliano, Clemente de Alexandria, Orígenes) atribui o Apocalipse a João, o discípulo amado. Isso é confirmado pelo testemunho do próprio livro. Rev 1:4; Gal 1:9; John 21:2; Rev 22:8. É verdade que não se designa ali como apóstolo, mas simplesmente como servo de Cristo; aparece, porém, como superintendente das igrejas da Ásia Menor, banido por causa do testemunho de Jesus para Patmos e confiado com as visões mais importantes do futuro — tudo aplicável a João, o apóstolo, e não a algum obscuro “Presbítero João”. Há, de fato, dificuldades internas, especialmente a discrepância entre o estilo do Apocalipse — fortemente hebraísta — e o estilo do quarto Evangelho, mais puro em grego. Mas deve‑se lembrar a diferença de assunto, a íntima conexão do Apocalipse com as profecias hebraicas de Daniel e Ezequiel, e o facto de João ter estado “no espírito” quando a revelação lhe foi dada. Além disso, há algumas semelhanças marcantes entre o estilo do Apocalipse e os escritos joaninos — por exemplo, o uso do termo “Verbo” (Logos) aplicado a Cristo. Lugar e época da composição. — As visões foram recebidas na ilha de Patmos, no mar Egeu, cerca de 24 milhas a oeste da costa da Ásia Menor. Ver Patmos. A época da composição, segundo Ireneu (cerca de 170), Eusébio e Jerônimo, foi ao final do reinado de Domiciano, por volta do ano 95 d.C., quando vários cristãos foram banidos para climas inóspitos. Esta data corresponde ao caráter do livro, que trata das últimas coisas como se fosse destinado ao término do N. T.; mas fortes indícios internos levaram alguns estudiosos modernos a atribuí‑lo a data anterior — isto é, aos anos 68 ou 69 d.C., antes da destruição de Jerusalém (70 d.C.) — embora discordem quanto ao imperador sob cujo reinado teria sido escrito (Nero, Galba ou Vespasiano), vendo o livro apenas como descrição profética da queda iminente do antigo judaísmo (Jerusalém) e do paganismo (Roma), e do sucessivo reinado do cristianismo na terra como verdadeiro milênio. João, sem dúvida, como todos os profetas judaicos, partiu de seu tempo e do seu meio, mas sua visão estende‑se ao futuro mais distante dos novos céus e da nova terra.

Smith's Bible Dictionary

Smith's Bible Dictionary

o último livro do Novo Testamento. É frequentemente chamado de Apocalipse, que é o seu título em grego, significando 'Revelação'.

Fontes

  • Hastings Dictionary of the Bible (1898)
  • Smith's Bible Dictionary (1863)

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