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Verbete bíblico

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III. Características físicas. — Superfície. — A cidade assenta sobre uma língua de terra que se acha separada do campo circundante por todos os lados, salvo pelo norte, por profundas ravinas. Ao leste está o Vale do Kedron, também chamado Vale de Jeosafá, e a…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Hastings Dictionary of the Bible

Hastings Dictionary of the Bible

III. Características físicas. — Superfície. — A cidade assenta sobre uma língua de terra que se acha separada do campo circundante por todos os lados, salvo pelo norte, por profundas ravinas. Ao leste está o Vale do Kedron, também chamado Vale de Jeosafá, e a oeste e ao sul o Vale de Hinnom. Essas depressões, que começam perto uma da outra ao norte, unem‑se em Joab's Well, meia milha ao sul da muralha da cidade, e seguem rumo ao leste em direção ao Mar Morto. Um terceiro vale, chamado Tyropoeon, ou Vale dos Queijeiros, deságua no Vale do Kedron na Piscina de Siloé. Tem havido muita discussão sobre se o Vale Tyropoeon se estendia até a Porta de Jaffa ou até a Porta de Damasco. O Dr. Robinson favorece a primeira opinião, e o Levantamento Britânico a segunda. A questão é importante, porque a posição de vários outros lugares se decide pela do Tyropoeon. A vista do Levantamento Britânico, aqui seguida, é a mais recente e a mais científica, e portanto a mais provável de estar correta. Pelo Tyropoeon a língua de terra dividia‑se em duas cristas paralelas, das quais a oriental era o Monte Moriah (o sítio do templo), e a ocidental o Monte Sião (o sítio da casa de David e mais tarde do palácio de Herodes), que se elevava 110 pés acima de Moriah e constituía a “cidade alta” de Josefo. Ao norte de Sião estava a Acra, a “cidade baixa” de Josefo. Ao norte de Moriah estava o monte Bezetha, e ao sul dele o monte Ophel. “As montanhas em redor de Jerusalém” aproximam‑se o suficiente da cidade para merecer nossa atenção apenas de um lado. Através do vale do Kedron, ao nordeste, ergue‑se o monte Scopus, de onde Tito olhou para baixo a capital destinada dos judeus. Ao sul de Scopus e diretamente a leste da cidade está a longa crista do Monte das Oliveiras, tendo três cumes principais, dos quais o central é designado Monte da Ascensão. Ainda mais ao sul encontra‑se o Monte da Ofensa, assim chamado por ter sido o assento da idolatria de Salomão. Através do Vale de Hinnom e diretamente ao sul do Monte Sião está o Monte do Mal Conselho, onde se reputa que Judas negociou a traição do nosso Senhor. Na encosta desse monte fica Aceldama, ou “campo de sangue”. A distância de Scopus ao Monte das Oliveiras (segundo o Levantamento Britânico) é de 5.243 pés; dali ao ponto mais ao sul... Visão de Jerusalém pelo sul. — Jerusalém cobre quatro ou cinco colinas. Dentro das muralhas, ao sudeste, está o Monte Moriah, o local do templo, agora coberto pelo recinto Haram ou praça, dentro do qual se encontra a Mesquita de Omar. A oeste e sudoeste disto está o Monte Sião, parte do qual fica fora da muralha. Diretamente ao sul de Moriah está o monte Ophel, também fora da muralha. Ao norte do Monte Moriah está Bezetha, ou a “cidade nova”, e a oeste de Bezetha, na parte noroeste da cidade, está a Acra. (Alguns, porém, consideram a Acra como a parte noroeste do Monte Sião.) No lado leste da cidade fica o Kedron, ou Vale de Jeosafá. Ao sul do Monte Sião está o Vale de Hinnom, que se estende ao redor do lado oeste da cidade. Os vales de Hinnom e do Kedron unem‑se ao sul da cidade. Entre Ophel e o Monte Sião fica o Vale Tyropoeon. Ao norte da cidade está Scopus, a leste o Monte das Oliveiras, e ao sul o Monte do Mal Conselho. A elevação do Monte da Ofensa é de 4.731 pés, e do último ponto ao Monte do Mal Conselho, 3.772 pés. De Jerusalém ao cume do Olival, que é alcançado por três caminhos, a distância média é cerca de meia milha. Elevações. — A elevação de vários pontos acima do Mediterrâneo, segundo o Levantamento Britânico, é a seguinte: Monte Scopus, 2.715 pés; Viri Galilaei, 2.682 pés; Monte das Oliveiras, 2.665 pés; Monte da Ofensa, 2.409 pés; Monte do Mal Conselho, 2.552 pés; Monte Moriah, 2.440 pés; Monte Sião, 2.550 pés; Castelo de Golias (ponto mais alto dentro da cidade), 2.581 pés; Vale do Kedron, 2.190 pés; o nível geral da cidade, 2.610 pés; o monte Ophel, junto ao portão triplo, estava 300 pés acima da Piscina de Siloé. A topografia de Jerusalém será tratada mais extensamente ao final deste artigo. Clima. — A estação chuvosa estende‑se de outubro a março. Às vezes cai neve até a profundidade de um pé ou mais, e as piscinas são cobertas com uma fina camada de gelo; mas o solo nunca congela, e muitos invernos passam sem qualquer sinal de neve ou gelo. Os nativos não acendem fogueiras apenas para se aquecer. Durante o verão, a chuva é quase desconhecida. Entre as 9h e as 22h prevalece então uma brisa noroeste vinda do Mediterrâneo. As observações meteorológicas do Dr. Thomas Chaplin, médico inglês em Jerusalém por mais de 3 anos, de nov. de 1863 a fev. de 1867, mostraram que a temperatura média foi 63°; maior média em 40 meses, 77°, em julho de 1866; menor, 42,8°, em jan. de 1864. A amplitude do termômetro variou de 25°, em 20 de jan. de 1864, a 102,5°, em 27 de jun. de 1865, mostrando uma variação de 77,5°. O Dr. Barclay diz que quase toda espécie de vegetal de uso comum nos Estados Unidos tem sido cultivada com sucesso nas vizinhanças de Jerusalém. Laranjas, limões‑cravo e limões‑comuns existem em grande profusão e perfeição quase todo o ano. As laranjas de Jerusalém vêm em grande parte de Jaffa, onde são cultivadas com abundância.

Fontes

  • Hastings Dictionary of the Bible (1898)

Conteúdo histórico de domínio público, disponibilizado conforme a licença e a atribuição do dataset utilizado.