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FILOSOFIA

FILOSOFIA. Durante sua visita a Atenas, Paulo foi abordado por certos filósofos epicureus e estóicos (Atos 17:18), as duas grandes escolas morais da filosofia grega. Esta é a única ocorrência no Novo Testamento de um encontro relatado entre o cristianismo e a…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Hastings Dictionary of the Bible

Hastings Dictionary of the Bible

FILOSOFIA. Durante sua visita a Atenas, Paulo foi abordado por certos filósofos epicureus e estóicos (Atos 17:18), as duas grandes escolas morais da filosofia grega. Esta é a única ocorrência no Novo Testamento de um encontro relatado entre o cristianismo e a especulação ocidental. Mas a especulação oriental, sob muitas formas, tentou desde cedo penetrar nos mistérios do cristianismo, e na filosofia contra a qual Paulo advertiu os colossenses (Colossenses 2:8 em diante) reconhece‑se não só um desenvolvimento da especulação oriental como o protótipo daquela mística fantástica que mais tarde desempenhou papel marcante na história da Igreja oriental sob o nome de gnosticismo. Compare 1 Timóteo 6:20.

Schaff's Dictionary of the Bible

Schaff's Dictionary of the Bible

FILOSO'FIA. Durante sua visita a Atenas, Paulo encontrou certos filósofos, dos epicureus e dos estóicos, Atos 17:18, as duas grandes escolas morais da filosofia grega. Este é o único caso mencionado no Novo Testamento de um encontro entre o cristianismo e a especulação ocidental. Mas a especulação oriental, de muitas maneiras e sob muitas formas, tentou desde os primeiros tempos penetrar nos mistérios do cristianismo, e na filosofia contra a qual Paulo advertiu os colossenses, Col 2:8 e seguintes, reconhecemos não apenas um desdobramento da especulação oriental, mas o protótipo daquele misticismo fantasioso que mais tarde desempenhou papel tão conspícuo na história da Igreja Oriental sob o nome de gnosticismo. Compare 1 Tim 6:20.

Smith's Bible Dictionary

Smith's Bible Dictionary

É objetivo do seguinte artigo dar algum relato (I.) desse desenvolvimento do pensamento entre os judeus que correspondia à filosofia do Ocidente; (II.) do progresso sistemático da filosofia grega como formando um todo completo; e (III.) do contato do Cristianismo com a filosofia. I. A DISCIPLINA FILOSÓFICA DOS JUDEUS.—Filosofia, se limitarmos a palavra estritamente para descrever a busca livre do conhecimento cujo único fim completo é a verdade, é essencialmente de crescimento ocidental. No Oriente a busca da sabedoria esteve sempre ligada à prática. A história dos judeus não oferece exceção a esta observação: não existe filosofia judaica propriamente dita. O método da Grécia era proceder da vida para Deus; o método de Israel (por assim dizer) era proceder de Deus para a vida. Os axiomas de um sistema são as conclusões do outro. Um conduziu ao abandono sucessivo dos domínios mais nobres da ciência que o homem havia reivindicado originalmente como seus, até deixar sistemas nus de moralidade; o outro, na plenitude do tempo, preparou muitos para acolher o Cristo — a Verdade. A filosofia dos judeus, usando a palavra em sentido amplo, deve ser buscada mais no progresso da vida nacional do que em livros especiais. Passo a passo a ideia da família foi elevada à do povo; e o reino forneceu a base dessas promessas mais amplas que incluíam todas as nações num só reino do céu. As relações sociais, políticas e cósmicas do homem foram traçadas gradualmente em relação a Deus. A filosofia dos judeus é assim essencialmente uma filosofia moral, apoiada numa conexão definida com Deus. As doutrinas da Criação e da Providência, de uma pessoa divina infinita e de uma vontade humana responsável, que em outros lugares formam os limites últimos da especulação, aqui são assumidas desde o começo. Os Salmos, que, entre as outras lições infinitas que transmitem, dão um profundo insight na necessidade de uma apreensão pessoal da verdade, declaram em toda parte a soberania absoluta de Deus sobre o mundo material e moral. Um homem dentre todos se destaca entre os judeus como “o homem sábio”. A descrição que se dá de seus escritos serve como comentário à visão nacional da filosofia (1 Reis 4:30-33). A lição do dever prático, a plena expressão de “um grande coração,” ibid. 29, o estudo cuidadoso das criaturas de Deus,—isto é a soma da sabedoria. Ainda assim, em facto, o propósito muito prático desta filosofia conduz à revelação da verdade mais sublime. Gradualmente sentiu‑se que a Sabedoria era uma pessoa, entronizada por Deus e mantendo conversação com os homens (Provérbios 8:1). ... Ela foi vista em aberta inimizade com “a mulher estranha”, que procurava desviá‑los por atrações sensuais; e assim deu‑se um novo passo em direção à doutrina central do Cristianismo: — a encarnação do Verbo. Dois livros da Bíblia, Jó e Eclesiastes, dos quais este último ao menos pertence ao período final do reino, aproximam‑se mais do tipo de discussões filosóficas do que quaisquer outros. Mas em ambos o problema é moral e não metafísico. Um trata dos males que afligem “o perfeito e íntegro”; o outro da vaidade de todas as buscas e prazeres da terra. O cativeiro exerceu necessariamente uma profunda influência. O ensino da Pérsia parece ter sido concebido para suprir elementos importantes na educação do povo escolhido. Mas fez ainda mais do que isso. O contato dos judeus com a Pérsia deu assim origem a um misticismo tradicional. O seu contato com a Grécia ficou marcado pelo surgimento de seitas distintas. No século III a.C. o grande doutor Antígono de Socho tem um nome grego, e a crença popular apontava para ele como professor de Sadoc e Boethus, os supostos fundadores do racionalismo judaico. Em todo caso, podemos datar desta época a dupla divisão da especulação judaica. Os Saduceus aparecem como os defensores da liberdade humana em seu mais amplo alcance; os Fariseus como um estoicismo religioso. Em tempo posterior o ciclo doutrinal se completou, quando por uma reação natural os Essênios estabeleceram um ascetismo místico. II. O DESENVOLVIMENTO DA FILOSOFIA GREGA.—As várias tentativas que foram feitas para derivar a filosofia ocidental de fontes orientais falharam notavelmente. É certo que, em alguma medida, o caráter da especulação grega pode ter sido influenciado, ao menos em seus estágios mais iniciais, por ideias religiosas que foram originalmente introduzidas do Oriente; mas essa influência indireta não afeta a real originalidade dos mestres gregos. O próprio valor do ensino grego reside no fato de que foi, na medida do possível, resultado da razão simples, ou, se a fé afirma seu privilégio, a distinção é nitidamente marcada. Das várias classificações das escolas gregas que foram propostas, a mais simples e verdadeira parece ser a que divide a história da filosofia em três grandes períodos, o primeiro estendendo‑se até...

Fontes

  • Hastings Dictionary of the Bible (1898)
  • Schaff's Dictionary of the Bible (1880)
  • Smith's Bible Dictionary (1863)

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