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LAMENTAÇÕES DE JEREMI'AH

LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS. Conteúdo — As Lamentações são um poema elegíaco sobre a destruição de Jerusalém e de Judá por Nabucodonosor e pelos caldeus — uma espécie de canto fúnebre do estado teocrático, porém não sem esperança de sua futura ressurreição numa fo…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Hastings Dictionary of the Bible

Hastings Dictionary of the Bible

LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS. Conteúdo — As Lamentações são um poema elegíaco sobre a destruição de Jerusalém e de Judá por Nabucodonosor e pelos caldeus — uma espécie de canto fúnebre do estado teocrático, porém não sem esperança de sua futura ressurreição numa forma mais pura e melhor. O livro consiste em cinco poemas separados, cada um completo em si. O primeiro verso dá a tônica, onde Jerusalém, outrora uma princesa entre as cidades, é personificada como uma viúva solitária, chorando amargamente à noite sem ninguém que a conforte, seus próprios amigos tendo-se tornado seus inimigos. Capítulos 1 e 2 descrevem as calamidades do cerco, suas causas e resultados destrutivos. O longo cerco provocou os horrores da fome; a cidade foi tomada à força, o templo foi profanado, os sacerdotes que o defendiam foram massacrados e então ele foi destruído. As fortalezas de Judá foram derrubadas; os principais do povo foram levados ao exílio; sob o domínio do estrangeiro os sábados e as solenidades foram esquecidos. O capítulo 3 deplora as perseguições que Jeremias sofreu e representa a mais profunda dor, quase na escuridão da meia-noite do desespero, porém seguida pelo amanhecer de um dia melhor. O quarto capítulo lamenta a ruína e a desolação da cidade e do templo e o infortúnio de Zedequias. O quinto capítulo é uma oração pelos judeus no seu cativeiro. A forma poética desta composição é uma estrutura alfabética muito elaborada. Os quatro primeiros capítulos são acrósticos, como Sl 25, 34, 37, 119, etc. — isto é, cada verso começa com uma letra do alfabeto hebraico em ordem regular. Os capítulos 1, 2 e 4 contêm vinte e dois versos cada, segundo o número de letras hebraicas. O terceiro capítulo tem três versos sucessivos começando com a mesma letra, totalizando sessenta e seis versos. Os versos são quase do mesmo comprimento, e cada um tem três orações quase equilibradas. O quinto capítulo não é acróstico, mas contém o mesmo número de versos que 1, 2 e 4. À primeira vista essa forma artificial pode parecer inconsistente com o assunto e o espírito. Deve-se lembrar, entretanto, que o propósito do autor das Lamentações não foi simplesmente dar uma representação artística da dor do Exílio, mas muito mais dar aos exilados um meio de aplacar seu sofrimento; e para esse propósito a forma peculiaresmente complicada era de grande vantagem, suas complicações sendo tantos auxílios à memória. E, de fato, poucas seções do Antigo Testamento têm cumprido sua tarefa mais efetivamente do que esta. Acalentou os anos cansados do exílio babilônico e, depois, manteve uma lembrança vívida dos dias da mais profunda humilhação. No nono dia do mês de Ab (julho) ela era lida, ano após ano, com jejum e pranto, para comemorar a miséria nacional e a libertação final. Autoria — O autor não é nomeado em lugar algum na Bíblia, e o livro não é citado no N.T.; mas a tradição geral atribui a composição a Jeremias, e esta é a opinião predominante até hoje. Uma caverna ainda é apontada nas proximidades de Jerusalém, fora da porta de Damasco, à qual ele teria se retirado para escrever o livro; é hoje chamada Gruta de Jeremias, e por alguns é considerada como o verdadeiro sítio do Calvário. Além das antigas tradições, a adequação geral das coisas também fala a favor da autoria de Jeremias, e as objeções levantadas contra ela não são conclusivas. Ver Jeremiah.

Schaff's Dictionary of the Bible

Schaff's Dictionary of the Bible

LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS. Conteúdo. — As Lamentações são um poema elegíaco sobre a destruição de Jerusalém e de Judá por Nabucodonosor e pelos caldeus — uma espécie de canto fúnebre do estado teocrático, embora não sem esperança de sua futura ressurreição numa forma mais pura e melhor. O livro consiste em cinco poemas separados, cada um completo em si mesmo. O primeiro verso dá a nota-chave, onde Jerusalém, outrora uma princesa entre as cidades, é personificada como uma viúva solitária, chorando amargamente na noite sem consolador algum, seus próprios amigos tendo-se tornado seus inimigos. Os capítulos 1 e 2 descrevem as calamidades do cerco, suas causas e resultados destrutivos. O longo cerco trouxe os horrores da fome; a cidade foi tomada à força, o templo foi profanado, os sacerdotes que o defendiam foram massacrados, e então ele foi destruído. As fortalezas de Judá foram derrubadas; os principais do povo foram levados ao exílio; sob o domínio do estrangeiro os sábados e as festas solenes foram esquecidos. O capítulo 3 deplora as perseguições que Jeremias sofreu, e representa a mais profunda aflição, quase na escuridão da meia-noite do desespero, porém seguida pelo amanhecer de um dia melhor. O quarto capítulo lamenta a ruína e a desolação da cidade e do templo e o infortúnio de Zedequias. O quinto capítulo é uma oração pelos judeus em seu cativeiro. A forma poética desta composição é uma estrutura alfabética muito elaborada. Os quatro primeiros capítulos são acrósticos, como os Salmos 25, 34, 37, 119, etc. — isto é, cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico em ordem regular. Os capítulos 1, 2 e 4 contêm vinte e dois versículos cada, conforme o número das letras hebraicas. O terceiro capítulo tem três versículos sucessivos começando com a mesma letra, totalizando sessenta e seis versículos. Os versículos são quase do mesmo comprimento, e cada um tem três orações quase equilibradas. O quinto capítulo não é acróstico, mas contém o mesmo número de versículos que 1, 2 e 4. A princípio essa forma artificial pode parecer inconsistente com o assunto e o espírito. Deve-se, porém, lembrar que o propósito do autor das Lamentações não era simplesmente dar uma representação artística da dor do Exílio, mas muito mais oferecer aos exilados um meio de atenuar sua dor; e para esse fim a forma particularmente complicada era de grande vantagem, suas complicações sendo tantos auxílios à memória. E, de fato, poucas seções do Antigo Testamento cumpriram seu papel com mais eficácia do que esta. Acalentou os anos fatigantes do exílio babilônico e depois conservou vívida a lembrança dos dias da mais profunda humilhação. No nono dia do mês de Ab (julho) era lida, ano após ano, com jejum e pranto, para comemorar a miséria nacional e a libertação final. Autoria. — O autor não é nomeado em nenhum lugar da Bíblia, e o livro não é citado no Novo Testamento; mas a tradição geral atribui a composição a Jeremias, e essa é a opinião prevalente até hoje. Ainda se aponta uma caverna nas proximidades de Jerusalém, fora da Porta de Damasco, para a qual ele teria retirado-se para escrever o livro; é hoje chamada Gruta de Jeremias, e por alguns é considerada o local verdadeiro do Gólgota. Além das antigas tradições, a adequação geral das circunstâncias também fala a favor da autoria de Jeremias, e as objeções levantadas contra ela não são conclusivas. Veja Jeremias.

Smith's Bible Dictionary

Smith's Bible Dictionary

Título.—O título hebraico deste livro, Ecah, é tomado, como os títulos dos cinco livros de Moisés, da palavra hebraica com que se abre. Autor.—Os poemas incluídos nesta coletânea aparecem no cânon hebraico sem nome a eles atribuído, mas Jeremias tem sido quase universalmente considerado seu autor. Data.—Os poemas pertencem inequivocamente aos últimos dias do reino, ou ao início do exílio, a.C. 629–586. São escritos por alguém que fala, com o realismo e a intensidade de uma testemunha ocular, da miséria que lamenta. Conteúdo.—O livro consiste em cinco capítulos, cada um dos quais, porém, é um poema separado, completo em si e com assunto distinto, mas trazido ao mesmo tempo sob um plano que os inclui a todos. Uma estrutura alfabética complicada permeia quase todo o livro. (1) Os cap. 1, 2 e 4 contêm vinte e dois versículos cada, dispostos em ordem alfabética, cada versículo dividido em três cláusulas quase equilibradas; o cap. 2 (Lamentações 2:19) constitui exceção, por ter uma quarta cláusula. (2) O cap. 3 contém três versículos curtos sob cada letra do alfabeto, a letra inicial sendo repetida três vezes. (3) O cap. 5 contém o mesmo número de versículos que os cap. 1, 2 e 4, mas sem a ordem alfabética. Jeremias não era meramente um poeta‑patriota, a chorar sobre a ruína de seu país; era um profeta que vira tudo isso se aproximar e o previra como inevitável. Há talvez poucas porções do Antigo Testamento que pareçam ter cumprido mais eficazmente a obra a que se destinavam do que esta. O livro proporcionou a milhares a expressão mais completa para suas dores em períodos críticos de sofrimento nacional ou individual. Podemos crer que ele amenizou os anos cansativos do exílio babilônico. Integra amplamente a ordem da Igreja Latina para os ofícios da Semana da Paixão. No nono dia do mês de Ab (julho‑agosto), as Lamentações de Jeremias eram lidas, ano após ano, com jejum e pranto, para recordar a miséria de que o povo fora liberto.

Fontes

  • Hastings Dictionary of the Bible (1898)
  • Schaff's Dictionary of the Bible (1880)
  • Smith's Bible Dictionary (1863)

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