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Verbete bíblico

Isaías, O Livro de

Consiste de profecias proferidas: (1) no reinado de Uzias (cap. 1–5), (2) de Jotão (cap. 6), (3) de Acaz (cap. 7–14:28), (4) a primeira metade do reinado de Ezequias (14:28–35), (5) a segunda metade do reinado de Ezequias (36–66). Assim, contando desde o quart…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Easton's Bible Dictionary

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Consiste de profecias proferidas: (1) no reinado de Uzias (cap. 1–5), (2) de Jotão (cap. 6), (3) de Acaz (cap. 7–14:28), (4) a primeira metade do reinado de Ezequias (14:28–35), (5) a segunda metade do reinado de Ezequias (36–66). Assim, contando desde o quarto ano antes da morte de Uzias (c. 762 a.C.) até o último ano de Ezequias (c. 698 a.C.), o ministério de Isaías estendeu-se por cerca de sessenta e quatro anos. Contudo, pode ter sobrevivido a Ezequias e perecido como indicado acima. O livro, no todo, tem sido dividido em três partes principais: (1) os primeiros trinta e cinco capítulos, quase inteiramente proféticos, dirigidos contra a Assíria e que apresentam o Messias como um poderoso Governante e Rei; (2) quatro capítulos históricos (36–39), referentes ao tempo de Ezequias; (3) proféticos (40–66), dirigidos contra a Babilônia e descrevendo o Messias como vítima sofredora, manso e humilde. A autenticidade da seção 40–66 tem sido fortemente contestada por críticos. Alegam que deve ser obra de um deutero‑Isaías que viveu próximo ao fim do cativeiro babilônico. Essa teoria foi iniciada por Koppe, escritor alemão. Outros trechos (por ex., cap. 13; 24–27; e certos versículos em 14 e 21) também lhes parecem de outro profeta. Assim afirmam que cinco ou sete, ou mesmo mais, profetas desconhecidos colaboraram na composição do livro. As razões variam: (1) não conseguem conceber que Isaías, vivendo em 700 a.C., pudesse prever a aparição e feitos de um príncipe chamado Ciro, que libertaria os judeus cento e setenta anos depois; (2) alegam que o profeta toma o tempo do Cativeiro como referência e fala dele como presente; e (3) que há diferença de estilo e linguagem entre a seção final e as anteriores, exigindo autoria distinta. Mas, mesmo admitindo grande diversidade de estilo, isto não obriga a conclusão proposta. A diversidade de assuntos e a posição do profeta nas ocasiões das profecias explicam isso. Os argumentos a favor da unidade do livro são muito fortes. Quando a versão grega (LXX) foi feita (c. 250 a.C.), todo o conteúdo era atribuído a Isaías, filho de Amoz. No tempo de Nosso Senhor o livro já existia na forma atual. Muitas profecias das porções contestadas são citadas no Novo Testamento como palavras de Isaías (Mateus 3:3; Lucas 3:4-6; 4:16-41; João 12:38; Atos 8:28; Romanos 10:16-21). A tradição universal e persistente atribui o livro a um único autor. Além disso, a evidência interna — semelhança de linguagem e estilo, pensamentos, imagens e ornamentos retóricos — aponta para o mesmo autor; sua coloração local e alusões mostram origem palestina óbvia. Portanto, a teoria da dupla autoria, muito menos de autoria múltipla, não se sustenta. O livro, com toda sua diversidade, é uno e, crê‑se, obra do grande profeta cujo nome ostenta.

Fontes

  • Easton's Bible Dictionary (1897)

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