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Bíblia, forma inglesa do grego bíblion, que significa “livros,” nome que desde o século V começou a ser dado à coleção inteira dos livros sagrados, a “Biblioteca da Revelação Divina.” O nome Bible foi adotado por Wiclif e entrou gradualmente no inglês. A Bíbli…

Tradução/adaptação em português realizada pela Bíblia Vida a partir de fontes históricas identificadas abaixo. As fontes são apresentadas separadamente.

Easton's Bible Dictionary

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Bíblia, forma inglesa do grego bíblion, que significa “livros,” nome que desde o século V começou a ser dado à coleção inteira dos livros sagrados, a “Biblioteca da Revelação Divina.” O nome Bible foi adotado por Wiclif e entrou gradualmente no inglês. A Bíblia consiste em sessenta e seis livros diferentes, compostos por muitos autores em três idiomas, em circunstâncias diversas — desde estadistas a pastores, reis, pescadores, sacerdotes, cobradores de impostos, tecelões; alguns instruídos, outros não; judeus e gentios; a maioria desconhecida entre si, escrevendo em períodos que cobrem cerca de 1.600 anos — e, no entanto, é um só livro tratando de um só tema em seus inúmeros aspectos: a redenção do homem. Divide‑se em Antigo Testamento, com trinta e nove livros, e Novo Testamento, com vinte e sete. O Antigo é chamado nos escritos do Novo de “as escrituras” (Matt. 21:42), “escritura” (2 Pet. 1:20), “as sagradas escrituras” (Rom. 1:2), “a lei” (John 12:34), “a lei de Moisés, os profetas e os salmos” (Luke 24:44), “a velha aliança” (2 Cor. 3:14, R.V.). Há um intervalo de 400 anos entre o Antigo e o Novo Testamento. (Ver APOCRYPA.) O Antigo divide‑se em três partes: 1. A Lei (Torah), consistindo no Pentateuco, ou cinco livros de Moisés. 2. Os Profetas, que compreendem (a) os anteriores — Josué, Juízes, os Livros de Samuel e os de Reis — e (b) os posteriores — os maiores: Isaías, Jeremias e Ezequiel, e os doze profetas menores. 3. Os Hagiographia, ou escritos sagrados, incluindo os demais livros. Estes eram agrupados em três divisões: (1) Salmos, Provérbios e Jó, distinguidos pelo nome hebraico formado das letras iniciais desses livros, emeth, que significa verdade; (2) Cantares, Rute, Lamentações, Eclesiastes e Ester, chamados os cinco rolos, por serem usados separadamente na sinagoga; (3) Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas. Entre o Antigo e o Novo não se acrescentou à revelação já dada por Deus. O período de revelação do Novo Testamento, estendendo‑se por cerca de um século, começou com o aparecimento de João Batista. O Novo Testamento consiste em (1) livros históricos — os Evangelhos e Atos dos Apóstolos; (2) as Epístolas; e (3) o livro de profecia, o Apocalipse. A divisão em capítulos e versículos é invenção humana para facilitar a referência. Os judeus antigos dividiam o Antigo em seções para uso sinagogal e só mais tarde, no século IX d.C., em versículos. Nosso sistema moderno de capítulos foi introduzido pelo Cardeal Hugo em meados do século XIII (m. 1263). O sistema de versículos do Novo Testamento foi introduzido por Stephens em 1551 e adotado em geral, embora nem a tradução inglesa de Tyndale nem a de Coverdale tivessem versículos. A divisão nem sempre é sábia, mas é muito útil. (Ver VERSÃO.)

Hastings Dictionary of the Bible

Hastings Dictionary of the Bible

BI'BLE — “A Santa Bíblia” é o nome dado à coleção de livros que contém a revelação de Deus na criação, redenção e santificação do mundo; um relato histórico das ações passadas de Deus com o seu povo; uma profecia de eventos futuros até a consumação final; e uma exposição viva da verdade salvífica em doutrina, preceito e exemplo para todos os homens e para todo o tempo. O nome vem do grego (biblia, “os livros”) e significa o Livro dos livros, o melhor de todos os livros (assim usado desde o século V em distinção às obras heréticas e a escritos não inspirados). A coletânea é também chamada de “Escrituras”, “a palavra de Deus”. A Bíblia engloba o trabalho de cerca de quarenta autores de todas as classes da sociedade, do pastor ao rei, vivendo num intervalo de mil e seiscentos anos, mas todos de origem hebraica, com a única exceção de Lucas, cujo Evangelho, porém, provém de fontes judaicas, e cuja fama decorre de sua associação com Paulo. Todas as formas de composição literária se unem para conferir à Bíblia seu interesse singular, além de sua importância religiosa. Esses livros, embora diversos em idade, conteúdo e estilo, representam um mesmo sistema de verdades reveladas por Deus em seus vários aspectos e adaptações às necessidades e ao entendimento progressivo de seu povo. A Bíblia não é apenas um livro; é uma instituição. Nunca envelhece; renova sua juventude a cada época da humanidade e aumenta seu interesse e importância à medida que a história avança. Para o cristão é a única fonte infalível e regra de sua fé e conduta; é seu pão diário de vida, seu guia fiel na vida e na morte, seu melhor amigo e companheiro — muito mais precioso que todos os outros livros juntos. Atualmente é mais estudada do que nunca, e seus leitores continuarão a multiplicar-se dia a dia por toda a terra até o fim dos tempos.

Testemunhos foram citados quanto à sua importância. O eloquente F. W. Robertson disse: “Esta coleção de livros tem sido para o mundo o que nenhum outro livro jamais foi para uma nação...”. (Trecho omitido na citação original mantido em espírito.) Os tradutores da Versão Autorizada, em seu 'Address unto the Reader' (reimpresso na Cambridge Paragraph Bible), dizem da Bíblia: “E que maravilha? — o original sendo do céu, não da terra; o Autor sendo Deus, não o homem; o inditor, o Espírito Santo...; os efeitos, luz de entendimento, firmeza de convicção, arrependimento de obras mortas, novidade de vida, santidade, paz, alegria no Espírito Santo; por fim, o fruto e recompensa do seu estudo, comunhão dos santos, participação da natureza celestial, fruição de uma herança imortal, incontaminada e que nunca se apagará. Feliz o homem que se deleita nas Escrituras, e três vezes feliz aquele que nelas medita dia e noite!”

A Bíblia costuma ser dividida em duas partes chamadas Antigo e Novo Testamentos. Mas seria mais exato dizer "Antiga e Nova Alianças", visto que “testamento” implica ideia de um testador e da morte deste. Neste artigo discutir-se-ão questões gerais sobre a Bíblia; os assuntos relativos à formação da coleção encontram-se sob Canon, e os pormenores dos diferentes livros sob seus respectivos nomes. O A. T. foi escrito em hebraico, uma língua semítica, muito diferente das línguas arianas ou japéticas, às quais pertence a nossa. A diferença não é apenas de vocabulário, mas de estrutura gramatical e de modo de escrita (da direita para a esquerda). O hebraico é triliteral — suas palavras se formam por raízes de três consoantes. O verbo apresenta apenas dois tempos principais, o perfeito e o imperfeito. Não há declinação propriamente dita dos substantivos, e apenas dois gêneros, masculino e feminino; há três números: singular, dual e plural. O hebraico é altamente figurativo, adequado à devoção, porém por falta de precisão mal adaptado à filosofia.

O N. T. foi escrito em grego, língua que, desde a conquista macedônica de Alexandre, havia substituído o hebraico no uso comum entre os judeus das províncias romanas e era meio de comunicação no mundo civilizado. O grego do N. T. é o dialeto macedônico, mais particularmente o helenístico, por vezes misturado com hebraísmos, porque os escritores eram judeus. Em alguns livros (Mateus, Marcos, Apocalipse) essa marca é forte; em outros (Tiago, Lucas) o grego é claro e vigoroso. Paulo tem estilo próprio, às vezes prolixo, mas audacioso e fecundo. Em grego, os apóstolos dirigiram-se tanto a compatriotas como a gentios acerca das verdades do evangelho eterno.

A Bíblia é de caráter divino-humano. A verdade eterna de Deus passou pelas faculdades mentais dos profetas e apóstolos e manifestou-se em linguagem humana. Os autógrafos desapareceram; possuímos cópias de cópias, não isentas de imperfeições humanas. No N. T. há numerosas variantes textuais — contudo pode-se afirmar que uma Providência especial zelou pela pureza do texto das Escrituras, pois poucas variantes afetam alguma doutrina ou preceito.

O texto hebraico atual é, em grande parte, o Texto Massorético — isto é, o texto pontuado e vocalizado por massoretas que viveram entre os séculos VI e XII e registraram em escrita a massa de notas tradicionais chamadas Masora. Até então o texto hebraico estava escrito sem pontos vocálicos; estes foram acrescentados pelos massoretas, fixando a pronúncia. Os manuscritos massoréticos mais antigos datam do século X em diante. Felizmente, os massoretas assinalaram suas correções nas margens, o que permite aos estudiosos rejeitá-las quando necessário. A escrita hebraica evoluiu para a forma quadrada; nos rolos usados nas sinagogas o texto é escrito sem pontuação e cuidadosamente preservado. A Bíblia hebraica completa foi impressa pela primeira vez em 1488; uma segunda edição saiu em 1494.

O Novo Testamento em grego apresenta variadas leituras por diversos motivos: cópia por ditado, uso de ligaduras, glossas marginais entrand0 no texto, etc. Essas variações, porém, aumentam os meios de se determinar a leitura original. Os manuscritos do N. T. dividem-se em unciais (escritos em maiúsculas, contínuos, geralmente em pergaminho, existindo unciais importantes como o Codex Sinaiticus, o Codex Vaticanus e o Codex Alexandrinus) e cursivos (escritos em mão corrente). O N. T. grego foi impresso pela primeira vez como parte da Polyglota de Complutense (1514, publicada 1522). A edição de Erasmo (1516) foi a primeira edição grega independente. O texto conhecido como "Textus Receptus" deriva da edição de Elzevir (1633), em grande parte cópia de Beza.

O texto do N. T. foi criticamente estabelecido por estudiosos como Griesbach, Lachmann, Tischendorf, Tregelles, Westcott e Hort, aos quais se deve grande reconhecimento por fornecerem o texto grego mais antigo e puro hoje possível.

A ordem das Escrituras varia: o judaísmo divide o Antigo Testamento em Lei (os cinco livros de Moisés), Profetas (anteriores e posteriores) e Escritos (Hagiographa), enquanto a divisão cristã em livros históricos, poéticos e proféticos é de natureza tópica. A divisão em capítulos e versículos é de origem muito posterior (capítulos, em grande parte, a partir do século XIII; versículos no século XVI). A prática de divisão em seções originou-se do uso litúrgico.

Diversas traduções antigas merecem menção: (a) Targuns (paráfrases aramaicas); (b) Septuaginta (LXX), tradução grega dos escritos hebraicos iniciada por volta de 285 a.C.; (c) Peshito (siríaco), tradução direta do hebraico; (d) versões latinas, notadamente a Vulgata de Jerônimo (385-405 d.C.), que se tornou a versão autorizada na Igreja de Roma.

No período pré‑Reforma e pós‑Reforma surgiram numerosas traduções nacionais (alemã, francesa, holandesa, inglesa, etc.). Na Inglaterra, a história das traduções inclui Wycliffe, Tyndale, Coverdale, a Bíblia de Genebra, a Bíblia dos Bispos e, finalmente, a Versão Autorizada (King James Version, 1611), esta última fruto de comissão real e revisões feitas entre 1604 e 1611. A Versão Autorizada influenciou profundamente a língua inglesa e a vida religiosa.

Edições posteriores e revisões procuraram corrigir erros tipográficos e linguísticos e adaptar o texto às exigências do estudo crítico moderno e às mudanças da língua. Movimentos de revisão anglo‑americanos no século XIX culminaram em revisões do texto inglês (New Testament revisado em 1881, com revisão do Antigo Testamento prevista). Desde então a Bíblia foi traduzida e impressa em centenas de idiomas, sendo a difusão das Escrituras impulsionada por sociedades bíblicas e por trabalho missionário. A ampla distribuição da Bíblia é considerada de grande efeito civilizador e moral.

Smith's Bible Dictionary

Smith's Bible Dictionary

A Bíblia é o nome dado à revelação de Deus ao homem contida em sessenta e seis livros ou panfletos, encadernados e formando um só livro e apenas um, pois tem, na realidade, um autor e um propósito e plano, e é o desenvolvimento de um único esquema da redenção do homem. I. SEUS nomes.— (1) A Bíblia, isto é, O Livro, do grego “ta biblia”, os livros. A palavra deriva de uma raiz que designa a casca interna da tília, sobre a qual os antigos escreviam seus livros. É o livro como sendo superior a todos os outros livros. Mas a aplicação da palavra BÍBLIA aos livros coletados do Antigo e do Novo Testamento não se remonta além do século V da nossa era. (2) As Escrituras, isto é, os escritos, por registrarem o que foi falado por Deus. (3) Os Oráculos, isto é, as coisas faladas, porque a Bíblia é o que Deus falou ao homem, e também por isso chamada (4) A Palavra. (5) Os Testamentos ou Alianças, porque é o testemunho de Deus ao homem, as verdades das quais Deus dá testemunho; e é também a aliança ou acordo de Deus com o homem para a sua salvação. (6) A Lei, para expressar que contém os mandamentos de Deus aos homens. II. COMPOSIÇÃO.—A Bíblia consiste de duas grandes partes, chamadas Antigo e Novo Testamento, separados por um intervalo de quase quatrocentos anos. Esses Testamentos são ainda divididos em sessenta e seis livros, trinta e nove no Antigo Testamento e vinte e sete no Novo. Esses livros são uma biblioteca em si mesmos, escritos em todas as formas conhecidas da antiga literatura. Vinte e dois deles são históricos, cinco são poéticos, dezoito são proféticos, vinte e um são epistolares. Eles contêm argumentos lógicos, poesia, cânticos e hinos, história, biografia, narrativas, parábolas, fábulas, eloquência, lei, cartas e filosofia. Há pelo menos trinta e seis autores diferentes, que escreveram em três continentes, em muitos países, em três idiomas, e de todo possível ponto de vista humano. Entre esses autores estavam reis, agricultores, artesãos, homens de ciência, advogados, generais, pescadores, ministros e sacerdotes, um coletor de impostos, um médico, alguns ricos, alguns pobres, alguns nascidos na cidade, outros no campo—tocando assim todas as experiências humanas ao longo de 1500 anos. III. UNIDADE.—E, no entanto, a Bíblia é apenas um livro, porque Deus foi seu verdadeiro autor e, portanto, embora tenha acrescentado novas revelações à medida que os homens as podiam receber, Ele nunca precisou mudar o que já fora revelado. A Bíblia é uma unidade, porque (1) Tem um só propósito, a salvação dos homens. (2) O caráter de Deus é o mesmo. (3) A lei moral é a mesma. (4) Contém o desenvolvimento de um grande esquema de salvação. IV. LÍNGUAS ORIGINAIS.—O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, uma língua semítica, exceto que partes dos livros de Esdras (Esdras 5:8; 6:12; 7:12-26) e de Daniel (Daniel 2:4-7,28) e um versículo em Jeremias (Jeremias 10:11) foram escritos na língua caldaica. O Novo Testamento está escrito inteiramente em grego. V. MANUSCRITOS ANTIGOS DO ORIGINAL.—Não há manuscritos hebraicos antigos anteriores ao século X, mas sabemos que estes estão, em sua maior parte, corretos, porque possuímos uma tradução do hebraico para o grego, chamada Septuaginta, feita quase trezentos anos antes de Cristo. Nossas Bíblias hebraicas são uma reimpressão do que se chama texto massorético. O hebraico antigo tinha apenas as consoantes impressas, e as vogais eram vocalizadas na pronúncia, mas não eram escritas. Alguns estudiosos judeus que viviam em Tiberíades, e em Sora junto ao Eufrates, do século VI ao XII, pontuaram o texto hebraico, escrevendo os sinais vocálicos e outros sinais de entonação para auxiliar na leitura do hebraico; e estes, juntamente com notas de vários tipos, chamaram de Masora (tradição), daí o nome texto massorético. Do grego do Novo Testamento há um número de manuscritos antigos. Eles são divididos em dois tipos, os unciais, escritos totalmente em maiúsculas, e os cursivos, escritos em letra corrida. Os principais destes são— (1) o alexandrino (códex Alexandrinus, marcado A), assim chamado porque foi encontrado em Alexandria, no Egito, em 1628. Data de aproximadamente 350 d.C. e encontra-se agora no Museu Britânico. (2) O vaticano (códex Vaticanus, B), chamado pela biblioteca do Vaticano em Roma, onde é preservado. Sua data é de 300 a 325 d.C. (3) O sinaiticus (códex Sinaiticus), assim chamado pelo convento de Santa Catarina no Monte Sinai, onde foi descoberto por ou Tichendorf em 1844. Atualmente encontra-se em São Petersburgo, Rússia. Este é um dos mais antigos e melhores de todos os manuscritos. VI. TRADUÇÕES.—O Antigo Testamento foi traduzido para o grego por um grupo de judeus eruditos em Alexandria, que iniciaram seu trabalho por volta do ano 286 a.C. É chamado Septuaginta, isto é, os setenta, pela tradição de que foi traduzido por setenta (mais exatamente setenta e dois) tradutores. A Vulgata, ou tradução da Bíblia para o latim por Jerônimo, de 385-405 d.C., é a versão autorizada da Igreja Católica Romana. A primeira tradução completa para o inglês foi feita por John Deuteronomy Wickliffe (1324-1384).

Fontes

  • Easton's Bible Dictionary (1897)
  • Hastings Dictionary of the Bible (1898)
  • Smith's Bible Dictionary (1863)

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