Easton's Bible Dictionary
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Capital da Ática, a mais célebre cidade do mundo antigo, centro da literatura e arte gregas no período áureo. Seus habitantes gostavam de novidade (Atos 17:21) e eram ardentes no culto aos deuses. Dizia‑se irônicamente que era “mais fácil encontrar um deus em Atenas do que um homem”. Na segunda viagem missionária Paulo visitou a cidade (Atos 17:15; comp. 1 Tess. 3:1) e proferiu no Areópago seu famoso discurso (17:22–31). O altar que Paulo cita, dedicado “ao [propriamente ‘a um’] Deus desconhecido” (v. 23), provavelmente era um de vários com a mesma inscrição, originados talvez na prática de soltar rebanhos nas ruas em épocas de peste e sacrificar onde se deitassem.
Hastings Dictionary of the Bible
Hastings Dictionary of the Bible
ATENAS, o nome de vários lugares, mas sobretudo da capital da Grécia, a metrópole da antiga filosofia e arte; nomeada pela deusa Minerva ou Atena. Ver mapa esquemático em Corinto. Erechtheum. Partenon. Torre Turca. Cidade Moderna. Templo de Teseu. Parte sudoeste da Cidade Moderna. Situação. — Estava situada a cerca de 5 milhas a nordeste do Golfo Sarônico, na planície da Ática, a porção sudeste da península grega, entre os pequenos rios Céfiso e Ílissos. O porto, Pireu, fica a cinco milhas de distância, atualmente ligado à cidade por ferrovia. Ao redor da planície, a noroeste, nordeste, sudeste e sudoeste, havia quatro montes notórios. Dentro da cidade havia mais quatro colinas notáveis — a Acrópole, o Areópago ou Colina de Marte, o Pnyx e o Museu. A Acrópole tem cerca de 150 pés de altura, com um topo plano de cerca de 1100 pés de comprimento por 450 pés de largura, com subida íngreme por todos os lados. A oeste da Acrópole fica o Areópago, de forma irregular, onde se realizavam assembleias públicas e os principais tribunais. Nessa colina Paulo pregou. Atos 17:19. Abaixo dela ficam as Cavernas das Fúrias. História. — Atenas foi primeiramente habitada por algum chefe, talvez Cécrope, ca. 1556 a.C., que se diz ter sido sucedido por dezesseis reis lendários e doze arcontes. Drácon fez leis para ela, ca. 624 a.C. Sólon, seu famoso “legislador”, fundou uma democracia, ca. 594 a.C. A cidade foi tomada por Xerxes, ca. 480 a.C.; mas logo após sua derrota alcançou o auge de sua prosperidade, com população de 120.000 a 180.000 habitantes. Sob o brilhante governo de Péricles, de 444 a 429 a.C., floresceram alguns dos maiores mestres da filosofia, poesia e oratória, e edifícios e templos notáveis — como o de Zeus, o Odeon, o Partenon, as Propileias — foram projetados ou concluídos. Seu domínio foi seguido pelas supremacias espartana, tebana e macedônica, a era de Demóstenes, Filipe e Alexandre, o Grande. Em 140 a.C. Atenas, junto com Acaia, tornou-se província romana, e assim continuou nos tempos apostólicos. Desde então esteve sujeita a bizantinos, francos, venezianos e turcos, bem como por vezes independente. Sob o mau governo dos turcos reduziu-se a uma vila miserável, e em 1832 mal havia uma casa em pé. Mas ressurgiu com o novo reino da Grécia, e é hoje novamente uma bela capital, adornada por novas ruas e edifícios, entre os quais se destacam o palácio real, a catedral grega, a capela russa, a Universidade, a Biblioteca e o Museu. Na época da visita de Paulo era uma “cidade livre” sob o domínio romano. Era entregue à idolatria, possuindo 30.000 ídolos. Petrônio disse: “Era mais fácil encontrar um deus em Atenas do que encontrar um homem.” Paulo os chama de “muito religiosos”, Atos 17:22, e não “muito supersticiosos”, como nossa versão traduz incorretamente. Mas Atenas nunca ocupou lugar proeminente na história da Igreja.
Schaff's Dictionary of the Bible
Schaff's Dictionary of the Bible
ATH'ENS, o nome de vários lugares, mas principalmente da capital da Grécia, a metrópole da antiga filosofia e das artes; chamada a partir da deusa Minerva ou Athene. Para mapa esquemático ver Corinth. Erechtheum. Parthenon. Turkish Tower. Modern City. Temple of Theseus. South-western part of Modern City. Athens. (Após um esboço.) Situação. — Situava‑se a cerca de 5 milhas a nordeste do golfo Sarônico, na planície da Ática, a porção sudeste da península grega, entre os pequenos rios Cephissus e Ilissus. O porto, Piraeus, fica a cinco milhas de distância, atualmente ligado à cidade por uma ferrovia. Ao redor da planície, no noroeste, nordeste, sudeste e sudoeste, havia quatro montes notáveis. Dentro da cidade havia mais quatro colinas notáveis — a Acropolis, o Areopagus ou Mars' Hill, o Pnyx e o Museum. A Acropolis tem cerca de 150 pés de altura, com um topo achatado de aproximadamente 1100 pés de comprimento por 450 pés de largura, com aclive íngreme por todos os lados. A oeste da Acropolis fica Mars' Hill, de forma irregular, onde se realizavam assembleias públicas e os tribunais principais. Nessa colina Paulo pregou. Acts 17:19, Josh 11:22. Abaixo dela estão as Cavernas das Fúrias. História. — Atenas foi primeiramente habitada por algum chefe, talvez Cecrops, 1556 a.C., que teria sido sucedido por dezesseis reis lendários e doze arcontes. Draco instituiu leis para ela, 624 a.C. Sólon, seu notável “legislador”, fundou uma democracia, 594 a.C. A cidade foi tomada por Xerxes, 480 a.C.; mas logo após sua derrota atingiu o mais alto grau de prosperidade, com uma população de 120.000 a 180.000 habitantes. Sob o brilhante governo de Péricles, 444–429 a.C., alguns dos maiores mestres em filosofia, poesia e oratória floresceram, e edifícios e templos notáveis, como o de Zeus, o Odeum, o Partenon e os Propileus, foram projetados ou concluídos. Seu governo foi seguido pelas supremacias espartana, tebana e macedônica, na época de Demóstenes, Filipe e Alexandre, o Grande. Em 140 a.C., Atenas com Acaia tornou‑se uma província romana, e assim continuou em tempos apostólicos. Desde então esteve sujeita a bizantinos, francos, venezianos e turcos, além de, por vezes, ter períodos de independência. Sob o mau governo dos turcos afundou até tornar‑se uma aldeia miserável, e em 1832 mal havia casas em pé. Mas ressurgiu com o novo reino da Grécia, e hoje é novamente uma bela capital, adornada por novas ruas e edifícios, entre os quais sobressaem o palácio real, a catedral grega, a capela russa, a Universidade, a Biblioteca e o Museu. Na época da visita de Paulo, Atenas era uma “cidade livre”, sob o domínio romano. Entregou‑se à idolatria, possuindo 30.000 ídolos. Pétronio disse: “Era mais fácil encontrar um deus em Atenas do que encontrar um homem.” Paulo os chama de “muito religiosos,” Acts 17:22, e não “demasiadamente supersticiosos,” como nossa versão traduz erroneamente. Mas Atenas nunca ocupou lugar de destaque na história da igreja.
Smith's Bible Dictionary
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(cidade de Athena), capital da Ática e principal centro do saber e da civilização gregos durante o período áureo da história da Grécia. Descrição — Atenas situa-se a cerca de três milhas da costa, na planície central da Ática. Nessa planície erguem-se várias eminências. Destas, a mais proeminente é um alto monte isolado de cume conical, hoje chamado Colina de São Jorge, e que na antiguidade recebeu o nome de Licabeto. Esse monte, que não estava incluído dentro das muralhas antigas, situa-se a nordeste de Atenas e constitui a feição mais marcante nos arredores da cidade. É para Atenas o que o Vesúvio é para Nápoles, ou Arthur’s Seat para Edimburgo. A sudoeste do Licabeto há quatro colinas de altura moderada, todas fazendo parte da cidade. Destas, a mais próxima do Licabeto, a cerca de uma milha de distância, era a Acrópole, ou cidadela de Atenas, um rochedo quadrado e escarpado que sobe abruptamente cerca de 150 pés, com um cimo plano de aproximadamente 1000 pés de leste a oeste por 500 pés de norte a sul. Imediatamente a oeste da Acrópole ergue-se uma segunda colina de forma irregular, o Areópago (Mons Ares). A sudo-sudoeste ergue-se uma terceira colina, o Pnyx, onde se realizavam as assembleias dos cidadãos. Ao sul da cidade via‑se o golfo Sarônico, com os portos de Atenas. História — Diz‑se que Atenas tomou seu nome pela proeminência dada ao culto da deusa Athena (Minerva) por seu rei Erechtheus. Os habitantes eram anteriormente chamados Cecropíadas, de Cecrops, que segundo a tradição foi o fundador original da cidade. Inicialmente a cidade ocupava apenas a colina ou rochedo que mais tarde se tornou a Acrópole; mas gradualmente as construções estenderam‑se pelo terreno ao pé sul dessa colina. Foi somente na época de Pisístrato e seus filhos (c. 560–514 a.C.) que a cidade começou a adquirir alguma magnanimidade. A construção mais notável desses déspotas foi o gigantesco templo de Zeus Olímpico ou Júpiter. Sob Temístocles a Acrópole passou a formar o centro da cidade, ao redor do qual as novas muralhas descreviam um círculo irregular de cerca de 60 estádios, ou 7 1/4 milhas, em circunferência. Temístocles transferiu a base naval dos atenienses para o istmo de Pireu, distante cerca de 4 1/2 milhas de Atenas, que possui três portos naturais. Só na administração de Péricles foram erguidas as muralhas que ligaram Atenas aos seus portos. Edifícios — Sob Péricles, Atenas foi embelezada com numerosos edifícios públicos, que existiam em todo seu esplendor quando São Paulo visitou a cidade. A Acrópole era o centro do esplendor arquitetônico de Atenas. Estava coberta de templos de deuses e heróis; assim sua plataforma apresentava não apenas um santuário, mas um museu contendo as mais finas realizações do arquiteto e do escultor, em que a brancura do mármore se via realçada por cores vivas e tornada ainda mais deslumbrante pela claridade transparente da atmosfera ateniense. O edifício principal era o Partenon (isto é, Casa da Virgem), a produção mais perfeita da arquitetura grega. Recebeu esse nome por ser o templo de Athena Parthenos, ou Athena a Virgem, a invencível deusa da guerra. Erguia‑se na parte mais alta da Acrópole, perto do seu centro. Era inteiramente de mármore pentélico, sobre um embasamento rústico de calcário comum, e sua arquitetura, do estilo dórico, era da mais pura espécie. Foi adornado com as esculturas mais requintadas, executadas por vários artistas sob a direção de Fídias. Mas a maravilha principal do Partenon era a estátua colossal da deusa virgem, executada pelo próprio Fídias. A Acrópole era também ornada com outra figura colossal de Athena, em bronze, igualmente obra de Fídias. Ela ficava ao ar livre, quase em frente aos Propileus. Com seu pedestal devia ter cerca de 70 pés de altura, e por isso sobressurgia acima do telhado do Partenon, de modo que a ponta de sua lança e a crista de seu elmo eram visíveis do promontório de Sunium para os navios que se aproximavam de Atenas. O Areópago, ou Colina de Ares (Marte), é descrito em outra parte. O Pnyx, ou lugar das assembleias públicas dos atenienses, situava‑se no lado de um pequeno monte rochoso, à distância de cerca de um quarto de milha do Areópago. Entre o Pnyx (a oeste), o Areópago (ao norte) e a Acrópole (a leste), e junto às bases dessas colinas, situava‑se a Ágora ou “feira”, onde São Paulo discutia diariamente. Por ela passava a estrada para o ginásio e os jardins da Academia, que ficavam cerca de uma milha das muralhas. A Academia era o lugar onde Platão e seus discípulos ensinavam. A leste da cidade, fora das muralhas, estava o Liceu, um ginásio dedicado a Apolo Liceu, célebre por ser o local em que Aristóteles ensinou. Caráter — A observação do historiador sagrado a respeito...
Fontes
- Easton's Bible Dictionary (1897)
- Hastings Dictionary of the Bible (1898)
- Schaff's Dictionary of the Bible (1880)
- Smith's Bible Dictionary (1863)
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