Easton's Bible Dictionary
Easton's Bible Dictionary
A antiga metrópole do Baixo Egito, chamada assim pelo fundador Alexandre, o Grande (c. 333 a.C.). Por longo tempo a maior cidade existente; residência dos reis do Egito por 200 anos. Não é mencionada no Antigo Testamento e apenas incidentalmente no Novo. Apolo, eloquente e poderoso nas Escrituras, era natural desta cidade (Acts 18:24). Muitos judeus de Alexandria estavam em Jerusalem, com uma sinagoga (Acts 6:9), na época do martírio de Estevão. A cidade possuía uma famosa biblioteca. Aqui a Bíblia hebraica foi traduzida ao grego (Septuaginta), iniciada c. 280 a.C. e concluída por volta de 200–150 a.C.
Hastings Dictionary of the Bible
Hastings Dictionary of the Bible
ALEXAN'DRIA, a capital grega do Egito, fundada e nomeada por Alexandre o Grande, em 332 a.C. Situação — Era um porto notável do Baixo Egito, situado numa faixa baixa e estreita que separa o Lago Mareotis do Mediterrâneo, perto da boca ocidental do Nilo, a cerca de 120 milhas da atual cidade do Cairo. História — Logo após sua fundação por Alexandre tornou‑se a capital dos Ptolomeus e dos reis gregos do Egito, e uma das cidades mais populosas e prósperas do Oriente. Seu porto podia acomodar vastas marinhas, apto a torná‑la metrópole comercial de todo o mundo oriental. Em frente à cidade, na ilha de Faros, ergueu‑se um famoso farol, chamado Pharos, uma das sete maravilhas do mundo. Alexandria teve, em sua prosperidade antiga, cerca de 600.000 habitantes (metade escravos), e ocupou posição literária logo após Atenas. Possuía a maior biblioteca da antiguidade, com mais de 700.000 rolos ou volumes. A parte do museu, cerca de 400.000 volumes, foi queimada em 47 a.C. A "nova biblioteca" no Serapeu, depois aumentada para cerca de 500.000 volumes (incluindo os 300.000 originais), foi destruída pelo vandalismo fanático dos sarracenos em 640 d.C. Em Alexandria o Antigo Testamento foi traduzido para o grego por setenta eruditos judeus (daí chamado "Septuaginta"), no século III a.C. O dialeto grego alexandrino, conhecido como grego helenístico, foi a língua usada pelos primeiros padres cristãos e é ainda o assunto de estudo do erudito bíblico nas páginas do Novo Testamento. Alexandria foi berço de Apolo, Atos 18:24, e na época do apóstolo Paulo mantinha extenso comércio com países do Mediterrâneo. Atos 6:9; Atos 27:6; Atos 28:11. Foi terra de Filo, que ali conciliou a religião mosaica com a filosofia de Platão. Marcos fundou ali uma igreja cristã, que mais tarde se tornou uma sé patriarcal, superando Jerusalém e Antioquia, sendo depois suplantada por Constantinopla e Roma. Em sua escola catequética — o seminário teológico da época — Clemente e Orígenes ensinaram a religião cristã, em oposição à filosofia falsa dos gnósticos. Em Alexandria originou‑se a heresia ariana, negando a divindade de Jesus Cristo, e ali Atanásio, o "pai da ortodoxia", firmemente combateu o erro e defendeu a verdadeira doutrina da divindade de nosso Senhor. Do séc. III ao VI d.C. a cidade foi segunda apenas a Roma em tamanho e importância, sendo o principal centro de teologia cristã. Foi conquistada pelos sarracenos sob o califa Omar por volta de 610 d.C., quando começou seu declínio. A ascensão de Constantinopla e a descoberta de uma rota marítima para a Índia pelo Cabo da Boa Esperança contribuíram para sua ruína, até reduzir‑se de uma cidade próspera de meio milhão de habitantes a uma pobre vila de 5.000 a 6.000. Condição atual — Hoje é uma cidade importante de 200.000 habitantes (incluindo 50.000 franqueiros), ligada ao Cairo por ferrovia e também a Suez, no Mar Vermelho. A cidade tem um novo porto artificial com um quebra‑vento de duas milhas. Entre os monumentos antigos vistos estão as Catacumbas, a Coluna de Diocleciano (94 pés de altura, chamada "Coluna de Pompeu" — não do famoso Pompeu, mas de um prefeito romano que erigiu a coluna em honra ao imperador Diocleciano) e um dos dois obeliscos ou "Agulhas de Cleópatra", que pertencem ao tempo dos faraós e foram trazidos de Heliópolis. Um foi transferido para Londres em 1878 e hoje adorna a margem do Tâmisa; o outro foi planejado para Nova York (1880).
Schaff's Dictionary of the Bible
Schaff's Dictionary of the Bible
ALEXANDRIA, a capital grega do Egito, fundada por e nomeada em honra de Alexandre, o Grande, em 332 a.C. Situação — Era um importante porto do Baixo Egito, situada numa faixa baixa e estreita de terra que separa o Lago Mareótis do Mediterrâneo, perto da boca ocidental do Nilo, a cerca de 120 milhas da atual cidade do Cairo. História — Logo após sua fundação por Alexandre tornou-se a capital dos Ptolomeus e dos reis gregos que reinavam no Egito, e uma das cidades mais populosas e prósperas do Oriente. Seu porto podia acomodar vastas frotas, apto a torná-la a metrópole comercial de todo o mundo oriental. Em frente à cidade, na ilha de Fáros, erguia-se um famoso farol, denominado pelo nome da ilha e notado como uma das sete maravilhas do mundo. Alexandria contou, em seus dias de antiga prosperidade, com 600.000 habitantes (metade escravos), e ocupava lugar logo após Atenas em matéria de literatura. Tinha a maior biblioteca da antiguidade, que continha mais de 700.000 rolos ou volumes. A parte do museu, consistindo de 400.000 volumes, foi queimada em 47 a.C. A biblioteca adicional ou “nova biblioteca” no Serapeu, depois aumentada para cerca de 500.000 volumes, incluindo os 300.000 volumes originais, foi destruída pelo vandalismo fanático dos sarracenos em 640 d.C. Em Alexandria o Antigo Testamento foi traduzido para o grego por setenta judeus eruditos (daí chamada “Septuaginta”), no terceiro século antes da era cristã. O dialeto grego alexandrino, conhecido como grego helenístico, foi a língua usada pelos primeiros pais cristãos, e ainda é objeto de estudo do estudioso bíblico nas páginas do Novo Testamento. Alexandria foi o local de nascimento de Apolo, Acts 18:24, e, nos tempos do apóstolo Paulo, mantinha extenso comércio com os países do Mediterrâneo. Acts 6:9; Acts 27:6; Acts 28:11. A cidade foi terra de Fílon, que aí conciliou a religião mosaica com a filosofia de Platão. Marcos fundou aí uma igreja cristã que, em anos posteriores, tornou-se uma sé patriarcal, superando Jerusalém e Antioquia, sendo por sua vez depois superada por Constantinopla e Roma. Em sua escola catequética — o seminário teológico da época — Clemente e Orígenes ensinaram a religião cristã, em oposição à falsa filosofia das seitas gnósticas. Em Alexandria originou-se a heresia ariana, negando que Jesus Christ fosse divino, e aí Atanásio, o “pai da ortodoxia”, opôs-se firmemente ao falso e defendeu a verdadeira doutrina da divindade de nosso Senhor. Do ano 300 ao 600 d.C. a cidade foi segunda apenas a Roma em tamanho e importância, e foi o principal centro da teologia cristã. Foi conquistada pelos sarracenos sob o califa Omar cerca de 610 d.C., quando começou a declinar. A crescente importância de Constantinopla, e a descoberta de uma passagem oceânica para a Índia via Cabo da Boa Esperança, contribuíram para sua ruína adicional, até que foi reduzida de uma cidade próspera de meio milhão a uma vila pobre de apenas 5.000 a 6.000 habitantes. O plano de Alexandria na página seguinte é tirado do Imperial Dictionary of the Bible, de Fairbairn. Condição atual — Atualmente é uma cidade importante de 200.000 habitantes (incluindo 50.000 franqueiros), e está ligada ao Cairo por uma estrada de ferro, e também a Suez, no Mar Vermelho. A cidade tem um novo porto artificial com um quebra-mar de duas milhas de comprimento. Entre os monumentos antigos que se podem ver estão as Catacumbas, a Coluna de Diocleciano, de 94 pés de altura e denominada “Coluna de Pompeu” — não em honra do famoso Pompeu, mas de um prefeito romano que erigiu a coluna em honra do imperador Diocleciano — e um dos dois obeliscos ou “agulhas de Cleópatra”, que, entretanto, pertencem ao tempo dos faraós e foram trazidos de Heliópolis. Um foi transferido para Londres em 1878, e agora adorna a margem do Tâmisa; o outro deveria ser levado para a cidade de Nova York (1880).
Fontes
- Easton's Bible Dictionary (1897)
- Hastings Dictionary of the Bible (1898)
- Schaff's Dictionary of the Bible (1880)
Conteúdo histórico de domínio público, disponibilizado conforme a licença e a atribuição do dataset utilizado.